"Hay hombres que luchan un dia y son buenos
Hay otros que luchan um año y son mejores
Hay quienes luchan muchos años y son muy buenos
Pero hay los que luchan toda la vida
Esos son los imprescindibles"
(Bertolt Brecht)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Exemplo de lealdade cultural e histórica que falta ao RS




Mensagem de Fausto Wolff, por ocasião da fundação da Casa da América Latina, em 31 de agosto de 2007, no Rio de Janeiro:

Depois de voltarmos as costas de modo arrogante e indelicado para a América Latina, preferindo nos comportar como tietes de Portugal, Inglaterra, França e dos Estados Unidos, parece que desta vez um grupo de pessoas corajosas e inteligentes entendeu que o Brasil é parte importantíssima da América Latina.

Em boa hora surge a Casa da América Latina, para urgentemente promover encontros culturais, políticos e sociais com nossos irmãos abaixo do Equador.

É um absurdo que conheçamos intimamente a vida de uma atriz norte-americana e pouquíssimo saibamos sobre o Equador e até mesmo sobre o vizinho Uruguai.

Somos vítimas de um corte cultural que teve início com o golpe militar de 64 quando começamos a perder nossa música, nossa arte, nossa imprensa e nossa identidade.

Passamos a ser um povo que não sabe quem é, de onde veio e para onde vai; o povo ideal para o laboratório do neoliberalismo e a audiência ideal para o lixo cinematográfico americano, que ensina as crianças a se drogar, a roubar e a matar sem que atitude alguma seja tomada. Pior que o crime é a banalização do crime.

Enquanto o Brasil não se reconhecer latino-americano, teremos poucas chances de nos tornarmos uma grande nação. Abaixo a violência e abaixo a elite que a produz.

Longa vida à Casa da América Latina.

Fausto Wolff

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Tábua rasa do pragmatismo: Manuela ignora princípios e reforça a história oficial


Por Runildo Pinto


Beleza? Que nada! O que vale é lutar, construir o poder popular.


A candidata do PC do B, ajustada a saia do pragmatismo burguês, faz apologia a história oficial do Rio Grande do Sul e deturpa imagem de personalidades.

Em propaganda na TV, ao justificar a sua jovem candidatura, estabelece uma comparação com personagens da história como Che Guevara, Garibaldi, Bill Gates e Oscar Niemeyer, não atribuindo qualificação social destes personagens, ignorando as classes sociais a que se comprometeram e quais ideais e interesses estas personalidades representam na sociedade. Colocou igualmente personagens históricamente antagônicos, como Che Guevara e Bill Gates à vala comum do oportunismo, que Manuela D'Ávila expressa inescrupulosamente, sem nenhum pudor.

O deboche à inteligência dos porto-alegrenses, não para por aí, exacerba quando, na mesma propaganda, referindo-se aos farroupilhas, dá o caráter de revolução ao movimento que não teve nenhum compromisso social, foi uma guerra entre senhores escravistas da província e do império.

Manuela e o seu partido (PC do B), são comunistas somente na sigla partidária, o que é muito conveniente para a burguesia guasca, nacional e internacional. Essa tendência a sacrificar princípios para transigir com as circunstâncias e acomodar-se a elas, tem sido a prática dos que reivindicam o rótulo de esquerda no Brasil, a começar pelo PT- Partido dos Trabalhadores. Essa prática neoliberal e pós-moderna de adesão, tem boicotado o avanço do movimento popular mais combativo da América Latina e Caribe, são os mesmos que estendem a mão ao imperialismo estadunidense e as oligarquias, pastoril e industrial do Brasil.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Os Gaúchos excluidos pelos farroupilhas (o título é meu)


"Entrevista coletiva" de blogueiros/as com o Boca de Rua

Enviado por Nanda Isele G. Duarte - Jornalista Boca de Rua


O inverno é o inferno para os moradores de rua de Porto Alegre – o tema é recorrente manchete no jornal Boca de Rua. Só nesse inverno que agora está por findar-se, o jornal perdeu três saudosíssimos integrantes: Jerri, Marcelo e Marko. Tantos outros moradores de rua morreram por aí, e ficamos sabendo de ouvido, da impressão que alguém teve ao cruzar uma esquina e ver o corpo, ou o burburinho.
Nos jornais da imprensa corporativa, nem uma linha sobre os problemas dos moradores de rua. Mas tem até manchete na capa sobre o problema que é o morador de rua: constrangimento para a classe média motorizada na sinaleira.

Para quem está interessado em ir mais fundo na questão, convidamos para uma conversa franca com os integrantes do Boca de Rua, uma espécie de "entrevista coletiva". Nessa quinta-feira (4/9), às 14h30min, na sede do GAPA (Rua Luiz Afonso, 234), eles vão inverter as posições com as quais estão acostumados na produção do jornal e serão os "entrevistados": a idéia é que blogueiros/as e afins sejam os questionadores e, posteriormente, os difusores do que for discutido.

Carta do Cmte. Che Guevara à Armando Hart Dávalos

Setembro, mês Amílcar Cabral




Do blog: http://bloquezonalivre.blogspot.com/

Comentário Runildo Pinto

Com o propósito de colaborar com os estudos sobre o movimento revolucionado no Brasil e sem perder o horizonte da luta internacionalista. A "Carta do Cmte. Che Guevara à Armando Hart Dávalos", significa a constante preocupação desse revolucionário, atualíssimo, com o estudo e a cultura marxista para a vanguarda do povo.

Che, com o senso crítico, sempre alerta, nos mantém vivos, atentos a dinâmica do pensamento revolucionário contra qualquer dogmatismo ou ortodoxia, que possam limitar a condição pensante e dificultar a condição indivisa do pensamento na sociedade.

Prova disso, é a clareza que tem sobre a inconveniente postura dos métodos antimarxistas impostos na URSS. Comunista que é comunista, nega-se a manipular, a aviltar a sociedade ou impedir que os indivíduos pensem. A melhor arma que os marxistas tem é o esclarecimento, o questionamento, o senso crítico, a desalienação da sociedade; aos comunistas interessa uma sociedade atuante e culta. Ter medo do questionamento, da participação popular; é não ter uma postura revolucionária, quem deve temer a reflexão são os capitalistas e não os comunistas. Nossa mais humana ferramenta de emancipação da sociedade é a dialética, e esta não é propriedade de ninguém, tal como a sociedade que queremos construir, a sociedade socialista, onde a classe trabalhadora se emancipa do jugo da ditadura burguesa de mercado, e faça conquistar a liberdade, forjando um homem novo; como disse José Marti: "Ser culto é o único modo ser livre".

Clique no título e bons estudos: "Carta del Che Guevara à Armando Hart Dávalos"

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Notícia RS: Um "gaúcho" é o principal opositor de Serra do Sol






O gaúcho JOÃO PAULO QUARTIERO é o principal oposicionista à demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Morador da região há pouco mais de TRINTA anos, QUARTIERO produz arroz em uma região da União que foi ocupada ilegalmente pelos produtores rurais. Ele também é prefeito de Pacairama. O gaúcho lidera a resistência dos agricultores à demarcação da terra, alegando que os indígenas representam perigo à soberania nacional na região. Segundo QUARTIERO, a presença dos indígenas pode incentivar a entrada de organizações não-governamentais estrangeiras que teriam como principal objetivo expropriar matéria-prima da Amazônia. No entanto, o próprio produtor já foi multado pelo Ibama por desmatamento e degradação de área permanente.

Agência Chasque de notícias

Comentário oportuno:
Deve ter feito curso de aprendiz de latifundiário no Rio Grande do Sul, ou é dos italianos de cunho fascista.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

YEDA FAZ HONRARIAS A FHC, COM A INFÂMIA DO PONCHO VERDE





Essa burguesia guasca que mantém a arrogância da oligarquia-pastoril como cabedal de sua existência e interesses, no episódio vergonhoso da rendição dos farroupilhas, na maior demonstração de covardia e traição ao povo gaúcho.

Poncho Verde representa o massacre do serro de Porongos, quando o farrapo Davi Canabarro entregou os soldados negros ao império. Esse crime é de responsabilidade dos farroupilhas, nessa guerra entre senhoriais.A infâmia como diz o prof. Mario Maestri, abriu portas para a rendição em Poncho Verde, onde entregariam os soldados negros restantes.

O RS comemora a semana farroupilha e ainda passa a mentira que esta revolta é uma revolução, quando foi um movimento elitista, sem nenhum conteúdo social. E tanto que referenciam a identidade dos gaúchos no herança portuguesa e rejeitam a guarani. A história contada pela burguresia guasca é vergonhosa, covarde e de submissão a todo e qualquer poder estrangeiro. Essa é a verdadeira história.

A Yeda faz parte desta covardia e com FHC-, a que dá e o que recebe, merecem o Poncho Verde, pois são dois corruptos e entreguistas do Brasil, para os grandes capitalistas internacionais.

" Sepé Tiaraju, vive! Viva 7 de fevereiro 1756, o herói que morreu por estas terras, por este povo, pela Republica Guarani, o sangue que jorrou pela verdeira identidade dos Gaúchos.

Por Runildo Pinto

Fiz este comentário sobre o artigo, HORARIAS, MEDALHAS e comendas, (clique no título para ler o artigo) do Jornalista

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O Parque do Tradicionalismo Escravista

clique na figura e leia o livro - Sepé Tiaraju: 250 anos depois


Por Runildo Pinto



Gaúchinhos de meia-tijela


Eles estão chegando e já estão cercando o Parque. Cercar, é coisa bem deles!!!

Os gaúchinhos de churrasco e bombacha estão chegando, e os ideólogos das elites sul-rio-grandenses ficam rindo à toa, pelo reforço da hegemonia oligárquica. Uma população inteira submetida, ignora sua verdadeira história e suas origens identitárias. Reúnem milhares de pessoas em um Parque na região central de Porto Alegre, à beira do Guaíba, para comemorar a "semana farroupilha", que na verdade não é uma semana. Começa por volta do dia 23 de agosto e se estende até o final do mês de setembro, um mês inteiro de apologia ao latifúndio pastoril e burguesia urbana sul-rio-grandense. Estes tradicionalistas, são os que tem a "brasilidade e a gauchesa", baseados no invasor - os Portugueses-, nesses dominadores, exploradores, escravistas e assassinos de Índios, Caboclos, Mestiços e Negros.

Revolta farroupilha a pseudorevolução

A guerra farroupilha foi um conflito dos senhores província contra os senhores do império, não era nada de popular. Esta revolta não tinha nenhum caráter transformador, nenhum compromisso social. Foi um levante dos fazendeiros, contra o centralismo do império, às tímidas concessões regenciais.

Não houve democracia racial farroupilha. Negros e Brancos, acampavam e morriam separados. Eram brancos os oficiais dos soldados negros.

O movimento farrapo interpretou as reivindicações dos criadores do meridião do RS e a revolta não galvanizou todo o Rio Grande do Sul. Farroupilhas apoiavam-se no latifúndio e na escravatura. Os chefes farroupilhas jamais prometeram terra aos gaúchos e liberdade aos cativos, como Artigas no Uruguai.

Apologia ao latifúndio

Estes são aqueles que exaltam a atrasada e raivosa estrutura do latifúndio-pastoril

Estes que tem como fundamento a propriedade privada da terra, que fazem o aliciamento da cultura e simulam hábitos dos vencidos como seus, para criar uma hegemonia e perpetuar os interesses alheios ao povo.

O Tradicionalismo Guasca

O núcleo fundamental do tradicionalismo, do qual deve emanar o comportamento e a cultura, é a estância simbólica. A arte da elite preferencialmente palaciana. Admitiam-se somente as expressões "aceitas". Na verdade, a oligarquia real e universal. O Tradicionalsimo não é sequer uma extensão cultural da oligarquia, de cuja propriedade retirou seu ícone fundante. Sequer abagualada e xucra, pois poderia remeter para a insubmissão. Sequer o "gaúcho" possui um lugar na estrutura do CTG. Alí se encontram o peão, o agregado, o posteiro, o capataz, todas as figuras obedientes, dos submissos, atreladas ao mando da sede, do núcleo inquestionável do poder do patrão. A truculência da elite rio-grandense na política nacional e platina deu-lhe o classificativo depreciativo de "gaúcho" (grupo social de ladrões de campo, salteadores, gente sem hábitos civilizatórios etc..) Por diversos processos, acabou em gentílico. Pois o Gaúcho remete à insubordinação, ao não confiável, à marginalidade, à ameaça à propriedade, ao comportamento incontrolável e, inclusive, abagaceirado. Na realidade, o Gaúcho , na história foi proscrito pela elite deste Estado e o continua, além de expropriar-lhe o nome característico, a designação identitária típica do sul do Brasil, que a classe abastada emulou à seu favor.


Estrutura do CTG é a estrutura do latifúndio:

- Patrão

- Capataz

- Peão

-Prenda

Esta é a face do latifúndio, preconceituosa, machista e raivosa!!