"Hay hombres que luchan un dia y son buenos
Hay otros que luchan um año y son mejores
Hay quienes luchan muchos años y son muy buenos
Pero hay los que luchan toda la vida
Esos son los imprescindibles"
(Bertolt Brecht)

sábado, 20 de junho de 2009

Carta de pedido de solidariedade à Educação Pública

<--Casa da Desgovernadora Yeda Crusius


Nota do Editor: Recebi esta carta no dia de hoje, 20 de junho e a faço publicar. Dada a necessidade de combater o poder público que negligencia diante do direito inalienável da população em ter educação de qualidade, enquanto isto os grandes privilegiados do dinheiro público são os empresários.

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009



Nós somos professores da Escola Estadual de Ensino Fundamental Porto Alegre, localizada em Porto Alegre, Morro Santana, que atendemos 800 alunos – em sua grande maioria carentes – de educação infantil à oitava série do ensino fundamental, resolvemos abrir nosso coração e dividir com vocês o que muito tem nos incomodado com relação aos (des) caminhos da Educação do RS.

Através desse documento, gostaríamos de tornar público nossos sentimentos em relação às mudanças que estão sendo veiculadas sobre nosso Plano de Carreira. Essas mudanças, do nosso ponto de vista, não visam à melhoria da Educação Pública do RS, e sim, têm o objetivo de transformar a escola em uma empresa. O objetivo de uma empresa é gerar lucros. O objetivo de uma escola pública é gerar cidadãos conscientes, capazes de interferir em suas realidades para transformar o mundo em um local mais fraterno, justo e humano. Isso não pode ser medido com números e índices de pesquisas.

Queremos manifestar nossa indignação não apenas com nossos baixos salários, fato que é bastante conhecido do público em geral. Estamos indignados com a falta de respeito com que somos tratados por este governo, representado pela Secretária de Educação do RS e os cargos de confiança por ela escolhidos. Em reuniões, jornais, televisão, rádio, eventos, etc, somos achincalhados, humilhados, chamados de acomodados, de preguiçosos, de estagnados, somos mostrados como “um peso” no orçamento estadual, nossas aulas são chamadas de “medíocres”, nossa formação é colocada como insuficiente. Em entrevista para a imprensa, a secretária declarou que “merecemos apanhar dos alunos” simplesmente pelo fato de reclamarmos nossos direitos cada vez que sentimos que eles estão sendo atacados e por sermos uma categoria organizada. Há anos
lutamos pela Educação, é graças ao nosso esforço – e somente a ele – que o Rio Grande do Sul ainda tem os melhores índices de Educação do país.

Enquanto o governo corta investimentos em educação, descumprindo a lei de aplicar 35% do orçamento do Estado em Educação Pública, nós continuamos acreditando no aluno e trabalhando.

Nossa escola mantém projetos como: “Navegar é preciso, nas ondas da Língua Portuguesa”, um projeto interdisciplinar sobre a Reforma Ortográfica. Desde 2000 realizamos a semana da Consciência Negra, sendo agora ampliada para todo o último trimestre. Há anos mantemos o projeto “Idade Média na História, na Literatura e no cinema”, e “Mitos e Heróis Gregos”. Este ano, estamos organizando o projeto “Educando para a Cidadania”, envolvendo os professores de Ensino Religioso.


Temos diversos projetos na Educação Infantil e anos iniciais. Fotos e os projetos na íntegra estão em nosso blog (http://escolaportoalegre.blogspot.com).

Sempre mantivemos reuniões pedagógicas, atendimento aos pais, gincanas culturais e esportivas, passeios culturais e de lazer, palestras e oficinas para a comunidade, entre outras atividades. Investimos na apresentação e auto-estima dos alunos, promovendo recolhimento de roupas e calçados, livros paradidáticos, material escolar. Fazemos questão de fazer formatura com os alunos da Educação Infantil e da oitava série, celebrando-a como um momento único e um rito de passagem fundamental em nossa escola. Com todo esse trabalho e investimento pessoal do corpo docente, percebemos a mudança de postura de nossos alunos e o seu crescimento como pessoa e cidadão.

Não gostaríamos de perder todas essas conquistas históricas e as vitórias que já alcançamos com nossa comunidade. Em nossa escola, temos uma marca muito forte de profissionalismo, compromisso, buscamos formação permanentemente, levamos a sério nossas reuniões e projetos, vemos nosso papel como central na comunidade onde estamos inseridos.


Porém, ultimamente, esse sentimento vem mudando...Nosso dia-a-dia tem sido tomado por colegas desestimulados, entristecidos, precarizados, buscando advogados para garantir seus direitos mínimos. Nunca ouvimos tanto a palavra “exoneração”, “cansaço”, “doença”, “dores”. Há colegas buscando ânimo até em medicamentos, travando uma luta pessoal contra o próprio desânimo e baixa auto-estima.

Pedimos sua ajuda para que esta situação não se torne ainda mais grave. Queremos ser ouvidos e respeitados, pois a grande maioria passou pela escola pública como educandos ou como educadores.


Pedimos que divulguem esse documento, repassem, dêem sugestões, nos ajudando a encontrar saídas, lutando ao nosso lado.


Entrem em contato conosco pelo e-mail: escolapoa.sos@gmail.com



Endereço da Escola: Rua João Dallegrave, número 130 – Morro Santana, Porto Alegre, RS. CEP: 91270-160. fone/fax: 3387-7988



ASSINADO: Professores da Escola de Ensino Fundamental Porto Alegre





FONTE: http://www.avozdomorro.com/

domingo, 7 de junho de 2009

Desabou palanque de Serra no Rio Grande Bye-bye Serra 2010

5/junho/2009 15:33


Essa e' a "base de apolo" no Rio Grande do Sul do Eterno Candidato a Presidente

Essa é a base de apoio no RS do Eterno Candidato a Presidente

O Conversa reproduz artigo do Brasil de Fato:
Yeda tem a pior avaliação entre os governadores, 70% defendem impeachment
por Michelle Amaral da Silva última modificação 04/06/2009 15:27

51% dos gaúchos considera a administração ruim ou péssima; servidores públicos realizam vigília para pressionar por CPI

04/06/2009
Da redação,

A gestão da governadora Yeda Crusius (PSDB) no Rio Grande do Sul foi considerada ruim ou péssima por 51% por cento da população de acordo com uma pesquisa do Datafolha divulgada quarta-feira (dia 3). Em março, na última avaliação do Instituto, esse índice era de 49%.

Segundo a pesquisa, 57% por cento dos gaúchos disseram acreditar em corrupção no governo estadual e 70% defendem o impeachment de Yeda. Já o percentural de pessoas favoráveis à abertura de uma CPI para apurar se a governadora está envolvida nos casos de corrupção é ainda maior, 88%.

Yeda obtém, assim, o índice de reprovação mais alto já registrado por um governador desde que o Datafolha iniciou seus trabalhos. Até então, o recordista era o ex-governador de Santa Catarina, Paulo Afonso (PMDB), com 48% de ruim e péssimo, em dezembro de 1998.

Vigília

Nesta semana, servidores públicos gaúchos realizam uma vigília na Praça da Matriz em Porto Alegre para pressionar a Assembleia Legislativa pela instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Corrupção, que investigaria as denúncias de irregularidades do governo Yeda.

Os trabalhadores colocaram, em frente ao prédio da Assembleia, cartazes dos 16 deputados que já assinaram o requerimento da CPI e realizaram visitas aos deputados que ainda declaram estar em dúvida a respeito da necessidade de investigações. Ainda faltam três assinaturas. A aposta dos servidores é na bancada do PDT, que ainda tem três deputados que não assinaram o requerimento.

A vigília também foi marcada pela truculência dos seguranças da Assembleia Legislativa, que tentaram impedir o protesto. De acordo com os trabalhadores, os seguranças arrancaram e rasgaram os cartazes e as faixas pendurados nas grades da esplanada, que fica do lado externo do prédio.

http://www.paulohen riqueamorim. com.br/?p= 11824

terça-feira, 26 de maio de 2009

EM HOMENAGEM A BAADER MEINHOF


Estamos postando o artigo, "Em homenagem a Baader Meinhof", publicado no blog PONTO DE VISTA, a reprodução da rebeldia desse coração vivo e subversivo levantando a voz acima da intransigência reacionária da oligarquia guasca e um grito de liberdade transcende ao tempo e ao espaço que é proprietário de uma elite velhaca que se estende por todo o território guasca. A destreza de nossa mobilidade ainda é tímida, mas homens como o professor Ungaretti que com sua analise e prática política explicita sincera e transformadora motivação, perturba essa elite hipócrita que no seu seio verte a arrogância e a vaidade, mais perversa e ordinária. Levantamos aqui o grito de coragem do Comandante Insurgente Sepé Tiaraju, um grito de convocação a dar inicio a um processo de esclarecimento efetivo e de ação enérgica contra essa burguesia medíocre deste Estado, que mantém intransigentemente uma louca desvairada no governo do Estado, a infeliz e ambiciosa Yeda Crusius, como símbolo maior da decadente personalidade de poder do Rio Grande do Sul. Levantemos a Bandeira legitima do legado do Comandante Sepé Tiarajú e comecemos a desmontar as mentiras e a tirar o cabresto da mente dos rio-grandinos, para fazer florescer a verdadeira cultura e vocação deste povo multiétnico, para que todo o povo possa viver nas condições de solidariedade e de uma cultura popular autêntica, transgredindo a cada instante o atraso desta burguesia guasca..

Viva o Comandante Insurgente Sepé Tiaraju
Vivamos sem mentiras e sem egoísmos

Um Viva a todas as Maria Teresa

Pelo fim do Latifúndio

Viva o MST, Reforma agrária já

Pelo fim da hegemonia do Partido da RBS
Abaixo o M
TG e seus CTG's
Abaixo o Tradicion
alismo
E Fora Yeda Crusius e Feijó


------------------------------------------------------------Assim, EM HOMENAGEM A BAADER MEINHOF

“… deslocar-nos quando ele não nos espera.” Sun Tzu

Realizamos esta postagem de hoje, antecipando em um dia a data anunciada por nós para a retomada das atividades, após uma semana de silêncio. A partir de amanhã manteremos nossa atitude de protesto. Mais uma semana de silêncio. Estamos sujeitos a uma multa de 150 reais diários em decorrência de qualquer comentário ou análise de materiais publicados por Zerolândia. Diante desta ação de força só nos resta esta atitude. A medida, do pontodevista concreto, seleciona o que podemos ou não analisar. Estamos autorizados (!!!??????) a comentar, apenas, as perfumarias. Ou a não comentar tais perfumarias. A medida nos impede do exercício da crítica. Trata-se de um ato de censura. E diante deste estamos imobilizados.
A ação movida contra nós é patrocinada pelo PRBS (Partido Rede Brasil Sul de Comunicações), tendo em vista que é assumida por um funcionário de carreira com quase 40 anos de casa. Este é um fato. O resto é blábláblá na fabricação de mentiras. Não tínhamos noção - precisa - do o quanto nossas críticas incomodavam. Nossa inferioridade diante do gigantismo do Grupo é imensa. Temos, nesse momento, apenas força moral; a mais absoluta convicção das críticas realizadas por nós. Alguns possíveis erros de avaliação (ou até exageros) não anulam a honestidade com estas foram realizadas. Em algum momento deverá prevalecer a força da retidão moral. Pouco importa ao final o resultado das ações. O episódio é emblemático. Indicativo do que pode estar sendo articulado. Alguns leitores informam que empresas da mídia corporativa estariam sugerindo que tudo que venha a ser publicado, na Internet, tenha como anexo uma ficha. Dados com número da carteira de identidade, CPF e outras informações.
Solicitamos, na medida do possível que todos, em seus respectivos espaços mantenham viva a informação de que estamos sob censura. E com alguma periodicidade. Esperamos, também, que a nossa situação não venha a se constituir em motivo para a autocensura. Agradecemos, antecipadamente, todas as manifestações de solidariedade. E de carinho.
Mais uma vez estamos sendo empurrados gradativamente, queiram ou não, para a clandestinidade. Estudamos a possibilidade de encerramos esta etapa. Talvez fique como alternativa a produção (clandestina) de textos e fotos para outros blogs e sítios. Sempre estive à disposição de todos os grupos anarquistas.
Nossa postagem anterior foi encerrada com um viva ao Hamas. Uma provocação, sim. Encerramos esta com outra provocação. Desta vez, vivas em memória do grupo Facção Exército Vermelho, conhecido como Grupo Baader Meinhof.
, Palavras e fotos como estiletes, sempre. JORNALISMO é subversão.

CARAS DE NOSSO PAÍS





Maria Teresa é uma emprega doméstica aposentada. Não tem nenhuma foto sua a não ser em documentos. Contou que na noite anterior não tinha se sentido bem.

Zerolândia orienta e comanda a cenografia. Fotos apenas de gente jovem e bonita. Maria Teresa explicou como que o caldinho de um prato de mocotó tem o poder de recuperação.






Prometemos a ela deixar no local copias do material fotográfico. Ela ficou super agradecida, mas durante todo o tempo explicou que não podia pagar. Maria Teresa é CARA de nosso país. Gente assim não aparece na mídia corporativa. Ou aparece como alguma forma de espetáculo. O sorriso dela é bonito. Deve ter cuidado de muita criança branca.
Mais educada, impossível.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Comunidade Autônoma Utopia e Luta


Porto Alegre, Mayo de 2009.

Invitación,

LLegó la hora de compartir el primer paso de la victoria fruto de la autodeterminación popular, Caminando firmes hacia la autogestión autónoma. Después de cuatro años de lucha y sacrificios de las compañeras de nuestra comunidad, es la hora de abrir las puertas para toda la sociedad organizada, de trabajadores y excluídos.

Nuestra meta prioritaria sera la construcion de aportes confiables en la lucha contra la injusticia social, y por un mundo que merezca ser vivido.

Por eso invitamos a compartir este momento del día 22 de mayo de 2009, a las 9h de la mañana, en la Avenida Borges de Medeiros, 727, altos del viaduto Otavio Rocha, en Porto Alegre, cuando se realisara el acto simbolico de entrega territorial a nuestr@s compañer@s de la Comunidad Autónoma Utopia y Lucha.

Hasta la Utopia siempre.

Comunidade Utopia e Luta
http://utopia-e-luta.blogspot.com

Para saber más sobre la Comunidad Autónoma Utopia y Lucha de Porto Alegre:

25jan2005 - Movimento sem-teto ocupa prédio em Porto Alegre (a ocupação)

08fev2008 - Primeiro imóvel do INSS destinado a 42 famílias em Porto Alegre

12fev2008 - Prédio do INSS no RS destinado à moradia

13fev2008 - Reforma do Predio INSS p/ habitação popular (inclui fotos)

09mar2009 - Movimento Sem-teto e o primeiro prédio público autogestionário - PortoAlegre (RS)

10mar2009 - Sem-teto reformam 1º prédio público de moradia social do País (com mais fotos)

09mai2009 – A caminho da Autogestão Popular – Construindo o Poder Popular



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(em português)

Porto Alegre, Maio de 2009.

Convite,

Chegou a hora de compartilhar o primeiro passo da vitória da autodeterminação popular, caminho da autogestão autônoma. Chegou a hora de abrir as portas, a quatro anos de luta sacrificada pelos companheiros de nossa comunidade, a toda sociedade organizada, dos trabalhadores e excluída. Será nosso objetivo prioritário construir aportes sustentáveis na luta contra a injustiça social por um mundo que mereça ser vivido. Por isso convidamos a compartilhar este momento no dia 22 de Maio de 2009 às 15 horas na Avenida Borges de Medeiros, 727, Altos do Viaduto Otávio Rocha, onde será realizado o ato de entrega de chaves aos nossos companheiros e companheiras da Comunidade Autônoma Utopia e Luta.

Até a Utopia Sempre.

Comunidade Utopia e Luta
http://utopia-e-luta.blogspot.com


Para saber mais sobre a Comunidade Autônoma Utopia y Luta de Porto Alegre:

25jan2005 - Movimento sem-teto ocupa prédio em Porto Alegre (a ocupação)

08fev2008 - Primeiro imóvel do INSS destinado a 42 famílias em Porto Alegre

12fev2008 - Prédio do INSS no RS destinado à moradia

13fev2008 - Reforma do Predio INSS p/ habitação popular (inclui fotos)

09mar2009 - Movimento Sem-teto e o primeiro prédio público autogestionário - PortoAlegre (RS)

10mar2009 - Sem-teto reformam 1º prédio público de moradia social do País (com mais fotos)

09mai2009 – A caminho da Autogestão Popular – Construindo o Poder Popular

terça-feira, 12 de maio de 2009

Não bastou matar São Sepé Tiaraju. Era preciso matar também a sua história

12/5/2009


"A classe hegemônica dos grandes proprietários rurais começa a sentir que está perdendo a guerra ideológica de seu individualismo capitalista para uma economia mais solidária de pequenas propriedades familiares ou comunitária, de associações populares e cooperativas", escrevem Antônio Cechin e Jacques Távora Alfonsin, no artigo que publicamos, hoje, Antonio Cechin é irmão marista, miltante dos movimentos sociais. Jacques Távora Alfonsin é advogado do MST e procurador do Estado do Rio Grande do Sul aposentado.

Eis o artigo.

Acaba de ser posto abaixo pelo poder municipal de São Gabriel um monumento a São Sepé Tiaraju e 1.500 companheiros mártires. Esse desrespeito aos que souberam dar a vida em favor dos irmãos do Povo Guarani e das próprias Missões Jesuíticas, se insere numa sequência de antecedentes que parecem não ter fim.

Tão logo Sepé Tiaraju e o exército guarani, no ano de 1756, foram chacinados pelos exércitos unidos de Espanha e Portugal, impérios mais fortes do mundo da época, a terra que até então era posse comunitária de todo um povo, teve como sucedânea uma economia de latifúndio. Grandes extensões de campo, denominadas sesmarias, começaram a ser apropriadas, começando pelos próprios oficiais comandantes “vencedores” da guerra guaranítica. Além da terra e das sete lindas cidades missioneiras, havia vários milhões de cabeças de gado no pampa, fruto do trabalho dos índios. Não é por acaso que até os dias de hoje, a cidade de São Gabriel, onde o povo guarani travou as batalhas definitivas, é o coração do latifúndio que é predatório de terra e opressor de gente, um dos exemplos brasileiros mais significativos da urgência em se realizar a reforma agrária.

No ano de 1956, quando se completavam os 200 anos do martírio do herói popular Sepé Tiaraju, surgiu um movimento no Rio Grande com vistas a levantar um monumento em praça pública de Porto Alegre, em honra ao “índio do grito”. A pressão bateu às portas do palácio Piratini, sede do governo do Estado. Ildo Meneghetti achou por bem consultar o Instituto Histórico e Geográfico. Esta instituição deu um parecer totalmente contrário dizendo em síntese: “Sepé Tiaraju, herói português não é, porque combateu contra o império de Portugal. Tampouco é herói espanhol pelos mesmos motivos: combateu contra Espanha. Herói brasileiro menos ainda, porque o Brasil nem existia". A conclusão foi contundente: “Quem pariu mateus que o embale. Quando muito Tiaraju talvez possa ser herói jesuítico pois foram os padres que deram origem a essa figura. Eles então que lhe levantem o monumento que quiserem”. Sepé acabava de ser morto mais uma vez. Aos dois impérios que esbulharam as terras do povo guarani, governo e classe dominante do Rio Grande sucediam-lhes em crueldade, sem solução de continuidade.

No ano de 1948, uma equipe de alunos do colégio secundário “Júlio de Castilhos”, filhos de grandes fazendeiros da fronteira, saudosos da vida em suas fazendas do interior, inventaram um movimento gauchista. Adotaram a estância latifundiária dos fins do século XIX e começos do século XX como modelo e padrão do seu tradicionalismo. O MTG que anda espalhadíssimo por aí, não só no Rio Grande mas por todo o Brasil e mesmo fora do país, foi fabricado artificialmente e se consagrou como um tradicionalismo de CTG. É um gauchismo de classe dominante. Um gauchismo ou tradicionalismo às avessas, de cima para baixo. Os pobres do Rio Grande nada tem a ver com ele, nem ontem nem hoje.

O gauchismo do povão que vinha até então, isto é, até esse outro inventado pelos jovens estudantes, vinha sendo pautado, entre muitos, pelos escritores Simões Lopes Neto, Érico Veríssimo e Manoelito de Ornelas. Tem como ato fundante as Missões Jesuíticas com seu mais belo florão, São Sepé Tiaraju, ampliado depois pelos negros quilombolas com a história do Negrinho do Pastoreio e hoje apoiado integralmente pelos movimentos populares, principalmente pelos Sem-Terra e os pequenos agricultores, os operários, os desempregados, os catadores, etc. Infelizmente o gauchismo da classe dominante, o de CTG, continua sendo hegemônico até os dias de hoje.

No ano de 2006, por ocasião dos 250 anos do martírio de São Sepé e dos Missioneiros, os movimentos populares do Rio Grande se uniram e, através de uma lei aprovada por unanimidade pela Assembléia Legislativa, São Sepé Tiaraju foi proclamado herói guarani, missioneiro e rio-grandense. Foi dando concretude a essa lei assinada por todos os deputados e pelo poder executivo do estado que levantamos o Oratório-Monumento em honra de Sepé e companheiros mártires, lutadores em defesa de terra e pátria para o povo guarani. Tivemos o cuidado de erguê-lo na Sanga da Bica, no lugar exato em que tombou Sepé, por ser o primeiro monumento ao santo canonizado pelo povo.

Nesse mesmo ano de 2006, a imprensa registrou através de várias manchetes, a apropriação que os movimentos populares conseguiram fazer da figura histórica de Sepé Tiaraju, contra a classe dominante, especialmente os latifundiários que queriam se adonar do índio mártir e particularmente do seu brado histórico: “Esta terra tem dono pois foi Deus e o Arcanjo São Miguel que no-la deram em herança”. Os latifundiários como anti-povo, tinham e têm em vista a apropriação do “índio do grito” em defesa da propriedade ferrenha das terras como latifúndios, em contraposição com os pobres Sem-Terra que desejam a posse comunitária ou então como pequenas propriedades rurais destinadas à agricultura familiar ecologicamente correta.

A classe hegemônica dos grandes proprietários rurais começa a sentir que está perdendo a guerra ideológica de seu individualismo capitalista para uma economia mais solidária de pequenas propriedades familiares ou comunitária, de associações populares e cooperativas.

Perdida a guerra ideológica contra o povão, só resta o vandalismo até mesmo em cima dos símbolos, como é o caso desse oratório-santuário que acaba de ser demolido. É de se esperar que o Ministério Público do Estado e a Procuradoria da República nesta região do país, pelo menos desta vez, não acrescente à perseguição que movem contra os pobres Sem-Terra, a ignomínia de se omitir diante desse novo massacre, praticado contra a memória de uma das mais contundentes provas históricas de que o sacrifício atual desses pobres não difere em nada daquele que matou São Sepé.

Para ler mais:

http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=22183

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O milagre Guarani. Entrevista especial com José Roberto de Oliveira

Ressalva do Editor do Blog: Não concordamos com o entrevistado, quando se refere ao movimento Farroupilha, denominando de Revolução. Em vários artigos, aqui postados, deixamos claro que este movimento foi uma revolta, um conflito entre os senhores da Província e os senhores do Império, por interesses nada populares e não projetava nenhuma transformação social. Reforçamos que o livro e a entrevista a que postamos, presta um relevante serviço no descortino da verdadeira história dos rio-grandenses.


Pedido de perdão ao triunfo da humanidade – A importância dos 160 anos das Missões Jesuítico-Guarani (Porto Alegre: Martins Livreiro, 2009) é o título do livro que José Roberto de Oliveira está lançando hoje, em Porto Alegre. Depois de uma profunda pesquisa, ele traz, nesta obra, parte da história esquecida dos povos Guarani e, assim, conta de onde vieram, os caminhos que percorreram, a influência na cultura e no desenvolvimento de vários países do mundo e, finalmente, sua chegada à região missioneira, o apoio dos jesuítas, seu ápice, sua lutas e, por fim, o cotidiano deles hoje. “Não interessava aos poderosos contar uma história que ajudou a formar mundialmente o comunismo e o socialismo”, explica Oliveira.

Na conversa que teve por telefone com a IHU On-Line, José Roberto fala da relação que os Guarani têm como os povos de outras regiões do Rio Grande do Sul e explica que, além de estarem presentes na nossa cultura, os Guarani nos deixaram também uma herança genética. E ainda: há registros da influência dos Guarani entre os povos da Mongólia, do Japão e da Polinésia. “Dos rincões do Rio Grande do Sul, saiu uma experiência que modificou a humanidade”, garante o autor.

José Roberto de Oliveira foi vice-prefeito de São Miguel das Missões e também secretário de turismo da cidade. Ele lança este livro hoje, dia 7 de maio, no Santander Cultural, em Porto Alegre.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Sempre que tratam dos Guarani, eles são relacionados com a região das missões, quando sua história também está fortemente relacionada com outras regiões. O senhor pode nos contar um pouco sobre a relação histórica que os povos das missões têm com outras regiões do estado?

José Roberto de Oliveira – O livro trata de um pedido de perdão aos indígenas e, principalmente, aos que têm uma história missioneira. No início dele, eu trago uma cronologia da história e coloco essa relação dos índios Guarani com outros povos, inclusive de fora do país e em outros continentes. Sabemos que os povos Guarani têm uma formação mongol. Acredito que eles vieram pela Polinésia [1], até por uma série de doenças que só existem nessa região e que os Guarani acabaram trazendo para a América, onde chegaram muito provavelmente a partir do Peru. Eles estão há aproximadamente oito mil anos na Bacia do Rio Amazonas, especialmente no Rio Madeira. Depois, andaram mais para o litoral brasileiro e pelo Pantanal e foram descendo até o Rio Grande do Sul. Aqui, entraram pelo Rio Uruguai e foram para o Ibicuí, Jacuí, tomando grande parte do estado. Os jesuítas entraram no Rio Grande do Sul efetivamente em 1626 e começaram todo um processo de construção de reduções. Nesse primeiro período, eles foram perseguidos pelos bandeirantes. Com isso, um grupo de 300 mil Guarani foi levado para diversas áreas do país como escravo em lavouras. Assim, foram expulsos pela primeira vez do Rio Grande do Sul. Essa fase terminou em 1638.

Então, eles saíram da Mongólia há 20 mil anos, e passaram pelo Japão – esta é uma tese que levanto, pois muitas palavras do japonês são as mesmas do Guarani, como, por exemplo, bambu, principal elemento guarani. Em relação ao alfabeto mundial, falta apenas uma letra nos alfabetos guarani e no japonês, que é a letra R. Vários estudos falam desse parentesco. Seguiram depois pela Polinésia, de onde trouxeram alimentos como a mandioca. No Rio Grande do Sul, receberam os jesuítas, começaram a viver reducionalmente e, então, foram atacados pelos bandeirantes, virando escravos em São Paulo. Com isso, ficaram 45 anos fora do Rio Grande do Sul, vivendo na Mesopotâmia, entre o Rio Uruguai e o Rio Paraná, onde hoje fica a região de Missiones e Corrientes na Argentina. Depois, eles voltaram, pois em 1680 Portugal fundou a Colônia do Sacramento do outro lado do Rio da Prata. Com esses movimentos, os jesuítas e Guarani voltaram para o Rio Grande do Sul e fundaram os Sete Povos das Missões, ingressando no grande período.

No segundo período missioneiro, que inicia em 1682, começa uma certa plenitude do que foi o processo jesuítico-guarani, num modelo de alta produção, exportação. Diariamente, saíam carretas levando couro para Buenos Aires, erva mate, imóveis, instrumentos musicais, além de elementos fundidos (a primeira fundição de aço foi feita numa das reduções do lado brasileiro, em São João Batista). Foi um momento extraordinário. Voltaire [2] chamou isso de triunfo da humanidade, quando um povo vivia num sistema integrado (ninguém era dono da terra), de forma fraternal, exatamente a mensagem que Cristo nos enviou.

Escritores como Montesquieu [3] aprofundaram esse tema especialmente em 1700, quando relatam o verdadeiro milagre que estava acontecendo na humanidade. Todavia, esses mesmos escritos não serviam aos reis da Europa, pois eles eram os grandes donos da terra. Os jesuítas estavam começando a criar uma ideia de que as terras deveriam ser divididas e de que o povo podia se sentir dono de tudo. Depois, isso acabou se efletindo nos escritos de Paul Lafargue [4], que escreveu profundamente sobre a questão missioneira. Essas coisas todas acabaram refletindo poderosamente em nível internacional e delas jamais nós, gaúchos e brasileiros, soubemos anteriormente. Por isso, no livro trago essa questão de que nós tivemos uma das mais extraordinárias experiências. Só depois de algumas visitas à Europa, consegui reunir um número maior de documentos e importantes informações, relatando guerras, batalhas e outros acontecimentos.

Assim, consigo mostrar que o povo Guarani continua vivo ainda, especialmente nos pobres das vilas e dos bairros do Rio Grande do Sul e do Brasil. Muitos e muitos gaúchos, você vê pelos rostos, são de origem Guarani, como também de Charruas, de Minuanos e outras nações indígenas que viviam perfeitamente antes do descobrimento. Há um reflexo muito poderoso na questão da genética. O gaúcho tem como base fundamental o Guarani, pois este forma o povo nativo do Rio Grande do Sul.

IHU On-Line – Por que a história ocorrida nas Missões ficou por tanto tempo esquecida?

José Roberto de Oliveira – Porque a história não interessava aos ganhadores, ou seja, aos portugueses, que sempre comandaram o processo de divisão do Rio Grande do Sul e tinham interesse em manter as fronteiras do estado onde está hoje, no Rio Uruguai. Ela é uma história contada e formada por espanhóis. Isso porque o mundo espanhol dominou aquela nossa região missioneira pelo menos até 1828. A Unesco, ao determinar que as missões são patrimônio mundial, não fez isso pela sua arquitetura, mas pela experiência única vivida naquela região por um conjunto de 30 povos que fez algo extraordinário. Todavia, muitos historiadores escondem isso. Ainda hoje, há gente que diz que o povo das missões era diferente, que tinha formação espanhola e por isso, hoje, acha que esta história não deve ser contada como uma história gaúcha.

IHU On-Line – Como a história e a cultura dos povos Guarani, que viviam na região das missões, estão presentes na cultura e na identidade do gaúcho atual?

José Roberto de Oliveira – Os primeiros a trabalharem com o gado do Rio Grande do Sul foram os Guarani. Os jesuítas trouxeram esse gado em 1634 e acabaram profissionalizando um conjunto bastante grande de povos Guarani e Charruas. Toda essa questão pecuária do estado está presente. Outra é a questão do uso da erva mate. O chimarrão era um instrumento dos Guarani e com a presença dos jesuítas foi socializado, inclusive internamente dentro das tribos. Depois, acabaram levando isso para o conjunto da sociedade. O hábito de se tomar chimarrão tem ligação direta com o povo Guarani. Obviamente, há ainda outras expressões, como “tchê”, que para os Guarani significa “meu amigo”. Por isso, geralmente, você só diz “tchê” para alguém que você conhece. O nosso jeito diferente de dizer algumas coisas vem dessa nação Guarani. Uma questão fundamental também é a herança genética do povo, que hoje está na cara de nossa população.

Os pobres do Rio Grande do Sul ou são de origem negra ou de origem indígena. Obviamente, existe toda uma explicação antropológica que explica isso. Além disso, temos três santos no estado, canonizados pela Igreja Católica: Santo Roque Gonzalez [5], Afonso Rodrigues [6] e João del Castillo [7]. No entanto, são ignorados. A canonização deles se deveu a uma cura de câncer que foi acompanhada por médicos. Desse modo, foram considerados três santos missioneiros. E ainda existe a questão da música, como o chamamé [8]. Lembrando-se que a província jesuítica começava no Paraguai, abrangia toda a grande região da Argentina (Missiones, Corrientes e Entre Rios) e entrava no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. O reflexo mundial disso está revelado nos livros de autores como Voltaire. Isso é algo fantástico! Dos rincões do Rio Grande do Sul, saiu uma experiência que modificou a humanidade, especialmente depois dos escritos dos jesuítas. Em 2009, comemoramos os 400 anos das Missões. É um ano muito especial para quem vive na América. Trata-se de um momento de difusão. Que Deus nos ajude que, com esse livro, com o pedido de perdão ao triunfo da humanidade, possamos divulgar para a sociedade a história que deletamos. Uma história que estava esquecida porque não interessava aos poderosos contá-la. Uma história que ajudou a formar mundialmente o comunismo e o socialismo. Também não interessava contar que a presença castelhana foi tão importante no estado e nos faz ser do jeito que somos. Ainda hoje, depois das reportagens que serão feitas revelando os feitos dos povos das missões, certamente reaparecerão os historiadores com formação portuguesa dizendo que os missioneiros não são do mundo gaúcho.

IHU On-Line – Que legado, em sua opinião, Sepé Tiaraju deixou-nos?

José Roberto de Oliveira – Acho que ele representa esta coisa do peleador, de alguém que luta, o que tem muito a cara do gaúcho. Nós sempre lutamos por tanta coisa e, desde a Revolução Farroupilha, temos um nó na garganta, pois não sabemos ao certo para quem reclamar. Isso está muito presente ainda hoje. Os grandes movimentos sociais do país, como o MST, buscam no Sepé Tiaraju a coragem para pelear contra essas questões, para que realmente alcancem um patamar maior de consideração nacionalmente. Outros países, como Argentina, Chile e Bolívia, usam Tiaraju como referência. O Irmão Cechin está inclusive fazendo um trabalho pela canonização de Sepé Tiaraju, pois o povo do interior do Rio Grande do Sul fez isso e, então, cabe à Igreja oficializar. Essas são as heranças do Sepé. Ele é nosso ícone.

IHU On-Line – Sépe Tiaraju sonhou com a “Terra sem Males". Como o senhor vê essa questão hoje?

José Roberto de Oliveira – A "Terra sem Males" não é só de Sepé, mas sim é a tese e o espírito dos Guarani. De um milhão e quatros mil Guarani que viviam na época do descobrimento, hoje, no Rio Grande do Sul, existem menos de dois mil. Eles sempre foram um povo espiritual e sempre falaram da busca pela Terra sem Males, o que sempre esteve no centro da sua cultura. Esta nação e este território (físico e espiritual) da Terra sem Males têm duas visões: a de uma terra em que todos vivessem bem, de forma fraternal, mas também a de uma terra espiritual, em que cada um tivesse um coração sem males. Esta tese é uma coisa absolutamente maravilhosa e compõe, ainda hoje, o centro da espiritualidade dos povos Guarani e missioneiro. Nenhum deles quer ser rico. Formam o povo das nossas vilas e bairros, que deseja ter uma casa e uma comida sem males, além de acreditar em Deus.

Notas:

[1] A Polinésia é um conjunto de ilhas no Oceano Pacífico.

[2] François-Marie Arouet, mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire, foi um escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês conhecido pela sua perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, inclusive liberdade religiosa e livre comércio. Foi um defensor aberto da reforma social e frequentemente usava suas obras para criticar a Igreja Católica e as instituições francesas do seu tempo.


[3] Charles-Louis de Secondat, também conhecido como Charles de Montesquieu, foi um político, filósofo e escritor francês. Ficou famoso pela sua Teoria da Separação dos Poderes, atualmente consagrada em muitas das modernas constituições internacionais. Revelou-se um crítico severo e irônico da monarquia absolutista decadente, bem como do clero católico. Adquiriu sólidos conhecimentos humanísticos e jurídicos, mas também frequentou em Paris os círculos da boêmia literária.

[4] Paul Lafargue foi um revolucionário jornalista socialista francês, escritor e ativista político. Foi genro de Karl Marx, casando-se com sua segunda filha Laura. Seu mais conhecido trabalho foi O direito à preguiça, publicado no jornal socialista L'Égalité.



[5] Roque Gonzales de Santa Cruz foi um religioso natural do Paraguai que entrou na história do Brasil meridional ao tentar disseminar a religião católica entre os povos originais das terras do oeste do Rio Grande do Sul. Foi um dos primeiros evangelizadores nas terras do Sul do Brasil.



[6] Santo Afonso Rodrigues foi um sacerdote jesuíta espanhol morto como mártir na recém-fundada redução de Caaró, no Rio Grande do Sul. Em 1 de novembro de 1628, juntamente com o padre Roque Gonzales de Santa Cruz, fundou a redução de Caaró, onde recebeu a morte poucos dias depois, em 15 de novembro, por mãos de índios contrários à atuação jesuíta.


[7] Juan del Castillo (ou João de Castilho) foi um sacerdote jesuíta e missionário, e um mártir da Igreja Católica. Foi matirizado por ordem do cacique Nheçu em 17 de novembro de 1628, o mesmo destino que tiveram os padres Roque Gonzales de Santa Cruz e Afonso Rodrigues e o cacique Adauto.



[8] Chamamé é um gênero musical tradicional da província de Corrientes, Argentina, apreciado também no Paraguai e em vários locais do Brasil (isto é, nos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul) e em outros países. Em sua origem se integram raízes culturais dos povos indígenas Guarani, dos exploradores espanhóis e até de imigrantes italianos.

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