"Hay hombres que luchan un dia y son buenos
Hay otros que luchan um año y son mejores
Hay quienes luchan muchos años y son muy buenos
Pero hay los que luchan toda la vida
Esos son los imprescindibles"
(Bertolt Brecht)

domingo, 12 de setembro de 2010

UM PORTO... ALEGRE SÓ PARA OS RICOS


Tania Jamardo Faillace - jornalista de POA – Região 1


Durante o mandato de João Dib como interventor do regime militar em Porto Alegre, no início dos 80, ele fez algumas propostas chocantes para a então aguerrida população portoalegrense. Tratava-se da “modernização”do Centro de Porto Alegre. Nessa modernização, estavam incluídas:


1. Demolição da Usina do Gasômetro

2. Demolição do Cadeião (Casa de Correção)

3. Demolição do Mercado Público

4. Demolição do Paço dos Açorianos


No lugar do Mercado Público e do Paço Açorianos, seriam construídos enormes estacionamentos subterrâneos para carros de passeio. No lugar do Cadeião e da Usina do Gasômetro, um projeto para o turismo de alto luxo, com marina privada, hotéis de muitas estrelas, etc., etc.


Na época, a sociedade gaúcha agiu rápido. Tombou (preservou) legalmente os prédios ameaçados, mas não conseguiu impedir a demolição do Cadeião, antes de ser publicada a lei no Diário Oficial. Depois disso, o pessoal não mais se descuidou, e conseguiu proteger os outros prédios. Mas a idéia não morreu, apenas ficou em banho-maria.


O neoliberalismo dos governos Yeda, Fogaça e Fortunatti, abriu novamente a temporada de caça ao patrimônio cultural e à memória da cidade. Não se trata mais de um projetinho aqui e outro lá, mas de um plano geral para privatizar (e elitizar) toda a orla do Guaíba e outros espaços privilegiados, e, principalmente, para impedir que o cidadão comum, que não tem carrões e cartões milionários, possa desfrutar das coisas boas de sua cidade.


Diretrizes para a orla.


A Ponta do Gasômetro e o Parque Harmonia são dois sucessos de povo e público, apesar de algumas deficiências. São locais de lazer acessíveis a qualquer morador ou visitante de Porto Alegre, que podem passar seu domingo ou feriado respirando ar puro, admirando o pôr-do-sol, ou batendo bola com os amigos, com um mínimo de despesa ou despesa nenhuma, e sem impedimentos físicos. Totalmente democráticos, o Gasômetro e o Harmonia recebem quem quiser visitá-los, de A a Z, rico, remediado, pobre, morador de rua, artesão, pipoqueiro, malabarista, roqueiro, pintor, atleta, deficiente, velho, bebê, cachorro na trela... e até cabo eleitoral. Pois a prefeitura de Porto Alegre resolveu retomar o espírito da velha proposta do Dib. Por que tanta beleza e facilidade deveriam ficar à disposição dos portoalegrenses gratuitamente, sem obrigá-los a gastar e apresentar prova de fortuna e destaque social?


As novas diretrizes para a orla vão corrigir esse “defeito” no trecho Gasômetro/Internacional. Avenidas, passarelas, estacionamentos, torres de concreto sem nada a ver, cortes de árvores, mais pistas que avançam rio a dentro (com um estacionamento dentro do rio!) e restaurantes de luxo. Por outro lado, serão proibidas as barraquinhas e coisas de baixo preço. Em resumo, o cidadão comum deverá deixar a área livre para turistas com muitos dólares ou euros, e brasileiros abonados, que não gostam de cruzar com gente de crédito limitado, que não anda de carrão.


Cais Ma.


Cais são áreas para atracar navios. Nos cais, os navios embarcam e desembarcam mercadorias e passageiros – um transporte muito mais barato e eficiente que o rodoviário. Não são áreas próprias para o comércio varejista ou diversões. Pois bem, os amiguinhos do rodoviarismo e do pedágio, querem construir prédios de 100m de altura, shoppings, escritórios, etc., DENTRO DO CAIS.


Há dezenas de prédios desocupados no Centro, e mais de 30 shoppings na cidade, que serão duplicados nos próximos anos – mas a faixinha do cais encanta o governo Yeda, que quer mais edifícios, mais engarrafamentos e mais shoppings. Pergunto: que empreendedor será tão desmiolado para se estabelecer do outro lado do Trensurb e do dique da Mauá, enfrentar os congestionamentos da Conceição, da Castelo Branco e da Rodoviária, e rodar de 3 a 6 km (ida e volta) para alcançar o portão central, e dali, seu prédio?


Aliás, o governo federal está processando o governo estadual que fez um edital de licitação para as obras, sem ter poder para isso: o porto é federal e não estadual.


A morte anunciada do Brique da Redenção e do Parque


Também o Parque Farroupilha, que se salvou de perder pedaços para o túnel da Conceição, quando o governo Villela quis cortá-lo ao meio e demolir vários prédios históricos da Universidade Federal, está ameaçado e na mira do canhão!


Novidades: 1) estacionamentos no Parque Farroupilha, e 2) destruição do Brique da Redenção para aumentar o Hospital Pronto Socorro, que está pequeno demais para as necessidades.


Achamos o contrário: o Hospital de Pronto Socorro deve ter extensões nos vários bairros, ao invés de ficar concentrado num local só, com todos aqueles problemas de circulação e acesso que se sabe.


Nós, portoalegrenses, usuários da Saúde Pública queremos várias unidades públicas de atendimento de emergência, não uma única, gigantesca, que comerá um bairro inteiro, e destruirá um dos locais mais tradicionais do domingo na cidade.


Não bastou entregarem o Auditório Araújo Viana para uma empresa promocional? Nos anos 50 e 60, ele era de uso público, realizando shows e eventos com entrada liberada.


Gente! vamos permitir que os portoalegrenses sejam segregados e expulsos por faixa de renda? que os bons lugares da cidade sejam reservados apenas para os privilegiados econômicos? Mas não é só.


Condomínios e loteamentos


Vejamos: dona Yeda quer que uma vasta área pública no bairro Humaitá, - que PRECISA de um pulmão verde, por ser o bairro mais poluído da cidade, – seja ocupada por uma porção de prédios de luxo, a serem construídos pela baiana OAS, sob a desculpa de também construir um estádio que levará o nome do Grêmio. Na verdade, o Grêmio não será dono dele nem da área do Olímpico, que será cedida – de graça – à construtora OAS.


Como sabemos, quando os prédios de luxo chegam, os moradores que não são de luxo vão embora, expulsos pela pressão imobiliária.


Sem falar que a regularização fundiária feita pela prefeitura autoriza até lotes de 20 metros quadrados – um tico de terreno de 4 por 5metros. Quem não gostar, pode pegar um bônus financeiro desde que vá morar fora de Porto Alegre. Há, pois, privilegiados e não privilegiados.


Privilegiados e Não Privilegiados


Esses privilegiados são tão privilegiados que não precisam cumprir as regras dos loteamentos. No Beco do Salso, a construtora Rossi está fazendo um condomínio de luxo, o Toscana, para mais de mil pessoas, sem tratar seus esgotos – tudo irá diretamente para o arroio Dilúvio, a menos que o DMAE resolva favorecer a empresa paulista, com o dinheiro dos contribuintes portoalegrenses.


Já os não privilegiados são os comerciantes pobres do Viaduto Otávio Rocha, por exemplo, que a Secretaria de Indústria e Comércio quer despejar para entregar o Viaduto a um empreendedor rico.


Nas reuniões dos forum de planejamento da cidade são conhecidos e discutidos todos esses assuntos. Aproxime-se você também de sua associação, de seu forum, para discutir e reivindicar, e, mais do que tudo, planejar pessoalmente sua região, seu bairro, sua rua, sua vida! (TJF - Região 1)


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A lama é tanta no Palácio Piratiní que a bandeira se revirou

Foto: Vagner
clique na imagem para ampliá-la


Por, Raoul José Pinto


"A bandeira não está virada, só o mastro!" (Bacudo)
)

O interior das instalações do Palácio Piratini onde abriga a alucinada governadora Yeda Crusius está tão perturbado e banhado na lama da corrupção que até a bandeira da oligarquia gaúcha se revirou-ficou de ponta cabeça na fachada opulenta do prédio de estilo neoclássico, símbolo da arrogância guasca, com seu pé direito só inferior ao do palácio de outro mandatário, também lunático, chefe do terceiro reich, Sr. Adolf Hitler.

Ontem, nove de setembro, por volta das 22h flagramos. Ao atravessarmos a Praça da Matriz, o amigo que me acompanhava chamou a minha atenção para algo estranho na bandeira do Estado do Rio Grande do Sul hasteada no Palácio Piratini, observei: - mas a bandeira esta de cabeça para baixo! Meu amigo foi em casa pegar a máquina fotográfica. Vejam que maravilha! Representa bem o estado de espírito do governo do Estado.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

JORNAL JÁ



Caras e caros,

o momento é de extrema gravidade na história do Jornal JÁ, um ícone do jornalismo independente. Uma ação movida pela família Rigotto, que se arrasta por 10 anos, pode falir o JÁ e o jornalista Elmar Bones.

Não podemos assistir a essa truculência de braços cruzados.

Precisamos agir. Por isso estamos convocando todas e todos interessados/que se importam com a sobrevivência e a dignidade do Jornal JÁ, que faz parte da nossa história de lutas por liberdades, para um encontro de formação do COMITÊ RESISTÊNCIA JÁ.

Precisamos da criatividade, inteligência, boa vontade, sentimento de justiça, indignação e um pouquinho de tempo de cada um e de cada uma para traçarmos estratégias que livrem o Jornal JÁ das garras da família Rigotto!!!!

LEIAM ENTREVISTA DO ELMAR NO BLOG do Paulo Henrique Amorim - www.conversaafiada.com.br/

Vamos pensar juntos!!

Aguardamos vocês na ARI,


DIA 11 DE SETEMBRO, SÁBADO,
10 HORAS
AUDITÓRIO DA ARI ( Associação Riograndense de Imprensa)
Av. Borges de Medeiros, 915

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Gauchinhos de meia-tijela


Por Runildo Pinto


Eles estão chegando e já estão cercando o Parque. Cercar é coisa bem deles!!!


Os gauchinhos de churrasco e bombacha estão chegando, e os ideólogos das elites sul-riograndenses ficam rindo à toa, pelo reforço da hegemonia oligárquica. Uma população inteira submetida, ignorando sua verdadeira história e suas origens identitárias. Reúnem milhares de pessoas em um Parque na região central de Porto Alegre, à beira do Guaíba, para comemorar a "semana farroupilha", que na verdade não é uma semana. Começa por volta do dia 23 de agosto e se estende até o final do mês de setembro, um mês inteiro de apologia ao latifúndio pastoril e da burguesia urbana sul-riograndense. Estes tradicionalistas, são os que têm a "brasilidade e a gauchesa", baseados no invasor - os Portugueses-, nesses dominadores, exploradores, escravistas e assassinos de Índios, Caboclos, Mestiços e Negros.


A Revolta farroupilha a pseudo-revolução:


A guerra farroupilha foi um conflito dos senhores província contra os senhores do império, não era nada popular. Esta revolta não tinha nenhum caráter transformador, nenhum compromisso social. Foi um levante dos fazendeiros, contra o centralismo do império, às tímidas concessões regenciais.


Não houve democracia racial farroupilha. Negros e Brancos acampavam e morriam separados. Eram brancos os oficiais dos soldados negros.


O movimento farrapo interpretou as reivindicações dos criadores do meridião do RS e a revolta não galvanizou todo o Rio Grande do Sul. Farroupilhas apoiavam-se no latifúndio e na escravatura. Os chefes farroupilhas jamais prometeram terra aos gaúchos e liberdade aos cativos, como Artigas no Uruguai.


Apologia ao latifúndio:


Estes são aqueles que exaltam a atrasada e raivosa estrutura do latifúndio-pastoril. Tem como fundamento a propriedade privada da terra, e fazem o aliciamento da cultura dissimulando hábitos dos vencidos como seus, para criar uma hegemonia e perpetuar os interesses alheios ao povo.



O Tradicionalismo Guasca:


O núcleo fundamental do tradicionalismo, do qual deve emanar o comportamento e a cultura, é a estância simbólica. A "arte" da elite preferencialmente palaciana. Admitiam-se somente as expressões "aceitas". Na verdade, a oligarquia real e universal. O Tradicionalismo não é sequer uma extensão cultural da oligarquia, de cuja propriedade retirou seu ícone fundante. Sequer abagualada e xucra, pois poderia remeter para a insubmissão. Sequer o "gaúcho" possui um lugar na estrutura do CTG. Ali se encontram o peão, o agregado, o posteiro, o capataz, todas as figuras obedientes, dos submissos, atreladas ao mando da sede, do núcleo inquestionável do poder do patrão. A truculência da elite riograndense na política nacional e platina deram-lhe o classificativo depreciativo de "gaúcho" (grupo social de ladrões de campo, salteadores, gente sem hábitos civilizatórios etc..) Por diversos processos, acabou em gentílico. Pois o Gaúcho remete à insubordinação, ao não confiável, à marginalidade, à ameaça à propriedade, ao comportamento incontrolável e, inclusive, abagaceirado. Na realidade, o Gaúcho , na história foi proscrito pela elite deste Estado e o continua, além de expropriar-lhe o nome característico, a designação identitária típica do sul do Brasil, que a classe abastada emulou à seu favor.



Estrutura do CTG é a estrutura do latifúndio:


- Patrão



- Capataz



- Peão



-Prenda

Esta é a face do latifúndio, preconceituosa, machista e raivosa!!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Yeda Chave de Cadeia (rimou!)

"Se para os de cima, nós de baixo somos apenas insetos. Piquemo-lhes".
(Dom Durito de Lacandona-EZLN)


Por, Raoul José Pinto

As mentiras que a (Des)governadora Yeda Crusius estava aplicando aos riograndenses, na campanha eleitoral, esta caindo na peneira da realidade. É patente que o governo do PSDB no RS-burguesia guasca, saqueia a cada minuto o Estado do Rio Grande do Sul. Vê-se, como exemplo, às inúmeras obras em prédios públicos, realizando a festa das empresas terceirizadas nas licitações marcadas por informações privilegiadas. Os empresários amigos de Diretores das empresas estatais, economia mista e sob o comando da governadora, recebem um presente com dinheiro público a cada instante. Assim, se garante os privilégios de dirigentes estatais, dos "empreendedores" e uma campanha eleitoral recheada pelo dinheiro desviado (lavado) e do marketing enganador feito pelo Grupo RBS. A farra da tal propalada elite da iniciativa privada aumenta sua riqueza com o erário do povo riograndense.

O escândalo, desta vez é no Banrisul (prisão há pouco de vários suspeitos), imaginem se não haveria corrupção em um Banco neste Estado, não há como esta instituição não sair lesada. Um Banco na mão dessa quadrilha que respaldada pela desmoralizada Assembléia Legislativa só poderia usufruir sem nenhum empecilho de toda a estrutura estatal. A Assembléia Legislativa deu carta branca para eles agirem como bem entendessem.

Agora que a campanha eleitoral deslancha pode ser que aconteça de clarear as mentes e esse povo avalie o que pretende com seus representantes, e questione esse processo eleitoral: se é legitimo e democrático gastar milhões de reais em um pleito e ao mesmo tempo, se impede de todas as maneiras que a participação popular se efetive, mesmo através de lei-propostas de participação direta.

Verificamos que durante o governo Fogaça na Prefeitura de Porto Alegre, primeiro deu todo o respaldo para o Governinho Paz dos Cemitérios, do Sr. Germano Rigotto e depois ao (des)governo tucano-de extrema direita com caráter fascista como o da Sra. Yeda Crusius.

Esperamos que o PT de Tarso Genro, se ganhar o Piratiní, tenha o mínimo de dignidade e resgate pelo menos a autoestima dos riograndenses, colocando este povo no cenário político nacional, novamente!

Faz-se necessário uma auditoria profunda no Estado do Rio Grande do Sul traduzida em punições exemplares, que nada passe em brancas nuvens, nenhuma trégua para Yeda e seus comparsas.

Quem sabe esse baile de Corações de plástico e toxina botulínica (Rigotto BOTOX), tartarugas que fogem dos braços de pseudo-governantes (Fogaça PORTO ALEGRE NÃO É MAIS, DEMAIS) e das desvairadas bruxas (Yeda LARÁPIO) com seu jeito novo de fazer o velho, não encontrem mais caserna (Brigada Militar) no sul do Brasil.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Como a RBS virou um partido no Sul


publicada sexta-feira, 27/08/2010 às 17:59 e atualizada sexta-feira, 27/08/2010 às 18:43

Os gaúchos gostam de dizer que o Rio Grande do Sul é o Estado mais politizado do Brasil. Os italianos também diziam o mesmo sobre seu país, no continente europeu. E os politizados italianos terminaram entregando o poder a Berlusconi – um magnata que é dono de TV, comanda um time de futebol e mantem casas luxuosas por onde circulam moças de fino trato e pouca roupa.

O Rio Grande do Sul caminha por terreno também pantanoso. Só que lá, em vez de um Berlusconi, há uma corporação midiática a espalhar seus tentáculos pelo Estado, pela política.

Li sobre esse quadro aterrador no “RS Urgente”, de Marco Aurelio Weissheimer. O artigo que reproduzo abaixo mostra como a RBS se transformou no grande partido político conservador no Rio Grande do Sul.

A falência das grandes legendas conservadoras no Brasil (DEM e PSDB) é um sinal de que a o caminho da direita nos próximos anos pode ser parecido com o que já vemos no sul. A mídia e o mundo do espetáculo – esse será o celeiro de onde virão os líderes conservadores. A RBS pode ter sido a pioneira. Bom saber como esse fenômeno funciona, para saber o que virá por aí no Brasil.

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RBS, COMO SE FOSSE UM PARTIDO

por Ayrton Centeno

Suponha que Ali Kamel fosse presidente da República. Fantasie um pouco mais e descubra Miriam Leitão, também eleita, subindo a rampa do Palácio do Planalto. Sob o impulso do mesmo delírio coloque Fátima Bernardes candidata ao Senado Federal. Fátima vai disputar a cadeira que o senador Faustão não deseja mais ocupar. Difícil conceber? É possível. Mas não no Rio Grande do Sul. Ninguém ficaria surpreso. É que este cotidiano sequestrado ao realismo fantástico “naturalizou-se” no território gaúcho. Um exemplo: desde 1994, egressos dos quadros do grupo RBS – a Globo local – disputam todas as eleições para governador naquele que, durante muito tempo, jactou-se de ser o estado mais politizado do Brasil. E, em duas ocasiões, eles venceram. Em 2010, a RBS novamente está no páreo não apenas para o Palácio Piratini, mas também para o Senado, a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados.

Com 21 emissoras de TV (18 afiliadas à Globo), 25 rádios, oito jornais diários e quatro portais na internet, a RBS não comanda apenas a mídia, mas boa parte dos corações e mentes no Sul. Em 1994, quando seu ex-diretor de telejornalismo Antonio Britto elegeu-se governador, a força do conglomerado tornou-se ainda mais notória. Nas prévias do PMDB, os dois candidatos em confronto tinham raízes na RBS: Britto e o deputado federal e apresentador de rádio e TV Mendes Ribeiro. Em 1998 e 2002, Britto tentou retornar ao governo. Em 2006, mais uma procedente da RBS chegaria ao Piratini: Yeda Crusius. Eleita pelo PSDB, Yeda popularizou sua imagem com aparições diárias no telejornal noturno da então TV Gaúcha, onde ocupava um espaço de análise econômica. Dali desabrochou para a política a bordo de uma esquisitice.

No governo Itamar Franco, o presidente pediu ao amigo Pedro Simon a indicação de uma mulher para fazer florir seu ministério que considerava demasiadamente carrancudo e atulhado de homens. Simon lembrou-se da professora de economia que aparecia bem na TV. E, como as coisas aconteciam sob Itamar, da noite para o dia, Yeda virou ministra do Planejamento. Durou 70 dias, uma passagem breve e bisonha — foi informada da existência do Plano Real na coletiva de lançamento – mas acarpetou seu trajeto para a Câmara Federal. Em 2010, tenta reeleger-se governadora.

Para o Senado, a jornalista Ana Amélia Lemos é a representante do poder do grupo no pleito de outubro. Após décadas chefiando a sucursal de Brasília, com presença diária no rádio, na televisão e no jornal Zero Hora, ela ingressou na corrida como candidata do PP. Mas, na cabeça do eleitor, não vai estar o partido submerso no escândalo do Detran/RS, que fez evaporar R$ 44 milhões dos cofres estaduais, e sim a figura que diariamente entrava na sua sala para tratardos temas mais candentes do Brasil. E conta com boas chances de sucesso, embora enfrentando dois pesos-pesados: o atual senador Paulo Paim (PT) e o ex-governador Germano Rigotto (PMDB).

Se isto ocorrer, Ana Amélia ocupará a cadeira do senador Sérgio Zambiasi (PTB), apresentador de programas populares na rádio Farroupilha, também da empresa. Aportando no Senado em 2002, após sucessivas eleições como um dos deputados estaduais mais votados do país e presidente da Assembleia Legislativa, Zambiasi absteve-se de concorrer em 2010. Projeta um cargo no executivo em 2012 ou 2014. Além das eleições majoritárias, os representantes do time da RBS sempre se engajaram na caça às vagas nas proporcionais. Neste ano não será diferente. O ex-vice-presidente institucional do grupo, Afonso Motta, concorre a deputado federal pelo PDT. Um dos parlamentares mais votados do estado em 2006, Paulo Borges elegeu-se com a ajuda do cognome “O Homem do Tempo” – era o encarregado da previsão na RBS TV – e disputa a reeleição pelo DEM.

Como regra quase sem exceções, os candidatos assim forjados não possuem vida partidária pregressa, escalando cargos eletivos por obra da exposição midiática e de sua natureza de personalidades “não-políticas”. Com perfil conservador, alinham-se no espectro que vai do centro à direita. Nesta modalidade de berlusconização delegada, como emergem na condição de criaturas da mídia, dificilmente contrastam os muitos interesses da mesma mídia que os criou.

Não falta quem diga que é um partido, o PRBS. Não falta quem diga que é o único. Um exagero, deve-se convir. Porém, com os jornais mais influentes, a TV aberta e as rádios AM e FM líderes de audiência, supõe-se até que 90% dos assuntos que freqüentam as conversas dos gaúchos tenham origem na pauta da RBS. Verdade ou não, vale como elemento de reflexão sobre o efeito aberrante da concentração e da propriedade cruzada dos meios de comunicação no jogo eleitoral e na livre manifestação dos eleitores. Vinte e cinco anos após o suspiro final de sua última ditadura, é uma pedra no caminho de um país que ainda constrói penosamente sua democracia.

(*) Jornalista, artigo publicado originalmente em Brasília Confidencial

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Encontro da burguesia guasca


FORUM DA LIBERDADE – EDIÇÃO 2010

REABILITAÇÃO DO INDIVIDUALISMO E DA GANÂNCIA COMO VALORES MORAIS

5 MIL PARTICIPANTES, A MAIORIA COM MENOS DE 30 ANOS

Tania Jamardo Faillace[1]

O XXIII Forum da Liberdade, realizado nos dias 12 e 13 de abril, em Porto Alegre, no Centro de Convenções da PUC, trouxe algumas novidades.

Para principiar, teve como seu mote e pauta, os seis princípios político-econômicos que balizam o ideário neoliberal, conforme foi concebido pelo economista austríaco Ludwig von Mises, falecido em 1973.

Esses seis princípios focalizam alguns temas-chaves do século XX, como a oposição capitalismo-socialismo, o que é a inflação, o intervencionismo estatal, a questão da liberdade individual, etc., aos quais Von Mises dá interpretação diferente das outras escolas econômicas, como no caso da inflação, considerada uma decisão arbitrária do Governo para aumentar a oferta de moeda circulante, ao invés de uma tentativa para resolver uma crise econômico-produtiva por via monetária. Contrariamente ao rigorismo quase matemático que caracteriza normalmente a Ciência Econômica, seja qual for seu objetivo final no desenvolvimento das sociedades, o ideário de Von Mises é fundamentalmente subjetivo e psicológico, e é expresso numa linguagem coloquial, dentro da perspectiva do homem comum, a nível de suas percepções individuais imediatas, e não a nível de sua reflexão.

Não busca, pois, estabelecer as categorias econômicas ou sociais dentro de critérios históricos, sociológicos, ou científicos, recorrendo a alguma metodologia, mas se embasa nas impressões subjetivo-emocionais de um indivíduo isolado de seu contexto e de sua história.

Assim, um de seus seguidores, o jovem engenheiro Luiz Leonardo Fração, presidente do Instituto de Estudos Empresariais, define sua visão do que seria a liberdade absoluta: a propriedade absoluta do próprio corpo e a liberdade total para decidir suas ações. Instado a definir o que seria a liberdade individual absoluta dentro de uma sociedade – Fração está convicto de que cada um vive sua liberdade absoluta como melhor lhe parece, sem dever satisfações a quem quer que seja, muito menos ao Estado e aos grupos sociais. Essa liberdade absoluta coexistiria com a liberdade absoluta das outras pessoas, não sendo admitida a hipótese de que duas liberdades absolutas forçosamente se tornam relativas uma com referência à outra.

Esse ideário, que tem algumas afinidades com o anarquismo individualista do “é proibido proibir” da contracultura dos anos 70 – não implica em despreocupação com o mundo material, como era de praxe naquela época, mas, pelo contrário, assume como legítimas a luta pela riqueza e a concorrência econômica sem normas e sem fiscalização.

Conforme Eduardo Marty, argentino e fundador do Junior Achievement da Argentina, está em tempo de serem reabilitados moralmente os sentimentos de ganância e o individualismo, e aposentar de vez o altruísmo e o espírito de sacrifício que a cultura ocidental considera como valores maiores.

Esses neoliberais filosóficos pregam o egoísmo sem culpa, e rejeitam normas, regulamentos, leis, limitações. E, a nível de produção, rejeitam o planejamento econômico como regra, o controle de qualidade, a proteção dos mercados, as taxas aduaneiras, e a fiscalização das práticas comerciais hoje consideradas desleais, como o dumping e assemelhados.

Para eles, o mercado sozinho controla tudo, podendo equalizar as discrepâncias entre os concorrentes, e, inclusive, reduzir o impacto dos cartéis e dos monopólios na economia geral. Tudo isso seria espontaneamente equilibrado pelo mercado. Isto é, o consumidor escolheria livremente os melhores produtos e os mais baratos, sem necessitar de proteção ou regras do Governo.

Na linguagem dos jovens neoliberais, o Governo, qualquer governo, é uma espécie de usurpador da liberdade dos indivíduos. E qualquer ingerência sua nos negócios das pessoas é considerada como uma prepotência e ameaça de tirania.

Dentro dessa doutrina, em sua interpretação jovem (os mais velhos são menos radicais), o Governo torna-se uma Categoria ao invés de uma Função. Coisa que, certamente, há de surpreender os sociólogos em geral. Assim, o Governo é uma categoria não só diferente, como antagônica à Sociedade na qual age, e essa Sociedade não é composta por grupos de interesses conflitantes, mas por indivíduos que defendem encarniçadamente sua liberdade individual e também sua propriedade individual.

São esses jovens, portanto, avessos tanto ao Governo como à organização estatal, e também aos serviços públicos. Fração diz textualmente: “por que seremos obrigados a aceitar serviços que não queremos? escolas que não queremos, por exemplo? ainda se tolera contribuir voluntariamente com aqueles que não podem, mas que essa contribuição seja obrigatória, seja um imposto, é um ROUBO.”

Para ilustrar esse pensamento, algumas dezenas de rapazes, moças e até adultos, contratados pela Vittapromo (empresa promotora de eventos) distribuiram aos presentes folhetos contra a cobrança dos impostos no Brasil, vestindo camisetas coloridas com os nomes dos impostos e taxas cobrados pelo poder público, desde Imposto de Renda, até IPVA, IPTU, e taxas de apoio a atividades estratégicas (marinha, aeroportos, etc.)

PROGRAMAÇÃO

As atividades em si constituiram-se em palestras de abertura e painéis, absolutamente simétricos, cada um correspondendo a uma das lições de Von Mises: Capitalismo, Socialismo, Inflação, Intervencionismo, Investimento Estrangeiro, Políticas e Idéias.

Como palestrantes, pessoas de destaque empresarial e político, em sua maioria da linha liberal tradicional; outros, adeptos da versão neoliberal, e apologistas do estado mínimo; e, finalmente membros de entidades que defendem a eliminação da função estatal, substituída talvez, por uma espécie de auto-controle e auto-governo espontâneos.

A abertura do evento foi feita pelo presidente mundial da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, um cidadão do mundo, de família líbano-brasileira, mas que fez sua vida na Europa, nos Estados Unidos, e no Japão, onde introduziu alterações profundas no sistema trabalhista e cultural daquele país, acabando – dentro da Nissan – com o emprego vitalício, e demitindo 20 mil operários de uma só vez para equilibrar as finanças da empresa. Ghosn afirmou seu gosto pelos desafios, e seu desejo de fazer fortuna pessoal como os grandes motores de sua trajetória profissional.

Os pronunciamentos mais diretos e objetivos, do ponto de vista de uma ação estratégica no macro campo econômico real, foram feitos pelos banqueiros Henrique Meirelles (Banco Central), e Pedro Moreira Salles (Itaú – private bank). O primeiro explicou a política monetária seguida pelo atual governo brasileiro e a razão de seu êxito; e Moreira Salles, também numa palestra expositiva e ilustrada, analisou a situação econômico-financeira do País, que considera muito positiva, e seus acertos, que impediram que o Brasil fosse contaminado pela crise, e hoje se tornasse referência de crescimento econômico no mundo.

Também falaram Armínio Fraga, sobre sua experiência no governo anterior; e alguns teóricos do “anarco-capitalismo”, como David Friedman (norteamericano), e Eduardo Marty (argentino), mencionado antes, além de Hélio Beltrão, Fundador do Instituto Mises Brasil, fundador do Conselho de Governança do Instituto Millenium, conselheiro do Grupo Ultra, e detentor de outros títulos e cargos.

Junto com o venezuelano Marcel Granier, Beltrão recebeu um prêmio destaque do IEE – Prêmio Libertas 2010. Dono de um discurso muito inflamado, mas sem fazer proposições concretas quanto às estratégias recomendadas contra o Governo, Beltrão parece considerar que todo o problema do mundo atual consiste em haver Governo e Estado. Não explicou, porém, o que propõe em troca. Já Granier, presidente da RCTV, que não teve renovado seu contrato de concessão pelo governo venezuelano, foi agraciado pelo Prêmio Liberdade de Imprensa 2010. Seu discurso foi um discurso moderado.

GEOECONOMIA

Em relação à política mundial, as maiores e mais inflamadas críticas se dirigiram aos governos “populistas” da América Latina, com muitas acusações contra Chávez, chamado de tirano e ditador e outros adjetivos assemelhados, e um pouco menos a Evo Morales.

Assim, os anos Pinochet no Chile foram criticados por seus desmandos no campo dos direitos humanos, mas foram elogiados pela abertura total de sua economia ao capital estrangeiro. Essa análise da economia chilena desde os anos Pinochet até hoje, foi abordada em linhas gerais por Eliodoro Matte Larrain, presidente das Empresas CMPC (produtora de celulose), diretor do Banco Bice e do Bice Corp e da Mineradora Valparaíso. A CMPC, para quem ainda não sabe, possui, 2,2 milhões de ha em pinheiros e eucaliptos no Chile e comprou recentemente a Unidade Guaíba da Aracruz/Fibria, no RS, município de Guaíba.

Na área acadêmica, destacou-se no evento, o professor espanhol Fernando Navarrete, que é também economista do Banco de Espanha. Navarrete discorreu sobre os anos de estagnação da Espanha franquista, e os erros cometidos pelo governo socialista que se seguiu, até que, nos últimos anos, fosse assumido o modelo neoliberal em sua plenitude, com privatizações generalizadas e abertura total do mercado, o que foi facilitado pela União Européia. Hoje, aplaude ele, a Espanha conquista espaços internacionais e investe em países estrangeiros, como é o caso do Brasil (Telefonica, banco Santander e outros empreendimentos).

No quarto painel, surpreendeu a jornalista a declaração de Arthur Badin (CADE) de que o petróleo brasileiro seria monopólio estatal, quando, – a partir do governo FHC, e os primeiros dos leilões da Petrobrás, – quase 60% de suas ações foram parar em mãos de petrolíferas estrangeiras, sendo que sua política econômica e de preços é determinada lá fora. Questionado posteriormente a esse respeito, Badin não contra-argumentou – parecia não se lembrar dos “contratos de risco” votados ao tempo de Ernesto Geisel, em 1974, mas só postos em prática do governo FHC em diante.

Do último painel, participaram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Jorge Gerdau Johannpeter, e o ex-presidente venezuelano, Jorge Quiroga. Fernando Henrique fez um pronunciamento de linha histórico-sociológica, enfatizando a questão das liberdades democráticas, não apenas a liberdade individual, mas comentando que os maiores tiranos são os egressos das classes populares. Johannpeter também enfatizou a liberdade (mote título do Forum) e os 23 anos de existência do mesmo, tendo participado dele outras vezes, enquanto Quiroga fez um discurso muito empolgado, de linguagem direta a favor também do neoliberalismo e das liberdades individuais, e acusando com muita veemência os “governos populistas” da América Latina e sua política de estatizações.

Curiosamente, nada foi comentado sobre os governos neoliberais que atentam contra as liberdades democráticas, como a Colômbia, o Peru e o Chile, com suas práticas anti-indigenistas.

Também a questão ambiental não foi tocada durante o evento, uma vez que todos advogaram o crescimento econômico ilimitado.

AEROPORTOS PÚBLICOS

Numa linha um tanto diferenciada, falou o empresário brasileiro-norteamericano David Neeleman, proprietário de quatro empresas de aviação, Jet Blue Airways e Morris Air (norteamericanas), e Westjet (canadense). Agora ele investe no Brasil com a empresa Tudo Azul, que pretende inovar em matéria de qualidade de aviões e serviços. Neeleman mostrou posicionamentos diferenciados quanto a dois assuntos: sua surpresa ao saber que as empresas de aviação brasileiras compram aviões lá fora, quando “os aviões da Embraer, afirmou ele, são os melhores do mundo em matéria de segurança, conforto e operação. Comprei 15 e pretendo ir até a 90 aeronaves, se tiver condições de alargar o mercado”.

Outro tema que o distinguiu dos demais, foi sua afirmação de que os aeroportos comerciais devem ser sempre públicos. “Aeroportos não devem ter lucros, mas servirem às necessidades de transporte das pessoas. Aeroportos privados tendem a encarecer todos os serviços, os custeios das empresas e os preços das passagens. Há mais segurança para todos, empresas e passageiros, se o aeroporto for público”. Informou também que, nos Estados Unidos, a generalidade dos aeroportos é público, seja a nível federal, estadual ou municipal.

Neeleman ainda não teve, certamente, a oportunidade de ser informado a respeito de alguns objetivos do ministro da Defesa, Nelson Jobim, com relação ao assunto. Nem com respeito às pressões de algumas empreiteiras em ação em Porto Alegre[2], para semear espigões na zona Norte, interferindo com a segurança de vôo.

A opinião desse empresário, de tipo bastante jovial, é de que os aeroportos precisam ter grandes áreas de reserva para expansões futuras. Cercar fisicamente um aeroporto, diz ele, compromete o desenvolvimento econômico da região.

Palestrantes

Palestra inicial – Carlos Ghosn, presidente da Renault-Nissan

primeiro painel – capitalismo

Armínio Fraga – Conselho do Bovespa

Eliodoro Matte – presidente da CMPC chilena

Pedro Moreira Salles – presidente do Banco Itaú- private bank

segundo painel – socialismo

João Quartim de Moraes –fundador da VPR, fundador da revista Debate

Juan Fernando Carpio – diretor do Instituto para a Liberdade, em Quito

Rodrigo Constantino – colunista de O Globo, diretor do Instituto Liberal

terceiro painel – inflação

Ricardo Murphy – ministro de Defesa e Economia no governo argentino de LaRua

Stephen Kanitz - mestre de administração de empresas pela Harvard Univesity, Bovespa

Tom Woods – historiador, autor do best seller New York Times

segunda palestra especial – Henrique Meirelles

quarto painel – intervencionismo

Arhur Badin – CADE – presidente do conselho administrativo de Defesa Econômica

David Friedman – PhD em Física pela Univ. de Chicago. filho de Milton Friedman.

Eduardo Marty – fundador da Junior Achievement da Argentina

quinto painel

David Neeleman – empresário da aeronáutica

Fernando Navarrete – espanhol, economista do Banco de Espanha

Xingyan Feng – acadêmico chines; não conseguiu visto para viajar e foi substituído por Tom Palmer, que discorreu sobre a China hoje we seu caminho misto, capitalista e liberal com controle estatal.

sexto painel

Jorge Quiroga

Jorge Gerdau Johannpeter

Fernando Henrique Cardoso

Lançamentos de Índices durante o FL

Índice de Liberdade Econômica - versão em português. Parceria IEE/Instituto de Liberdade do Rio Grande do Sul/The Heritage Foundation/Wall Street Journal

Índice Internacional de Direitos da Propriedade (inter-relação do papel dos direitos de propriedade material e intelectual na comunidade global) – parceria Instituto Liberdade/IEE – projeto do Programa de Bolsas de Estudo Hermano de Soto, da Aliança de Direitos de Propriedade (ADP) – 115 países participam desse índice, somando 96% do PIB mundial.

Esse índice avalia três áreas: Ambiente Legal e Político, Direitos de Propriedade Físicos e Direitos de Propriedade Intelectual, e tem por objetivo desenvolver um indicador classificatório de países quanto a esse aspecto.

[1] escritora e jornalista de Porto Alegre, RS

[2] Arena do Grêmio no bairro Humaitá prevê prédios de 60m de altura onde só são permitidos 12m,a fim de preservar a segurança de vôo.