"Hay hombres que luchan un dia y son buenos
Hay otros que luchan um año y son mejores
Hay quienes luchan muchos años y son muy buenos
Pero hay los que luchan toda la vida
Esos son los imprescindibles"
(Bertolt Brecht)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A QUADRILHA: corrupção no Rio Grande do Sul


Material apócrifo. Recebi e estou repassando esta lama. Procedem ou não estas denúncias? O leitor questione, e a quem de direito e de fato, que julgue!


A QUADRILHA DO PMDB do SIMON, o FRANCISCANO, que ROUBA NO BANRISUL NAS ÁREAS DE MARKETING, INFORMÁTICA, SEGURANÇA (Grupo EPAVI) DESDE 2002 - Governo Rigotto.


2002 foi o início do assalto dos ladrões de "colarinho branco" dentro do BANRISUL. É só a POLÍCIA FEDERAL investigar um pouquinho mais, que muita gente importante do PMDB do Simon, vai parar no xadrez. O Ministério Público do Rio Grande do Sul, sempre soube desses esquemas. Só que sempre procurou abafar as roubalheiras do BANRISUL. Sempre com aqueles conhecidos e manjados TAC (Termo de Ajuste e Conduta). A turma do Procurador Bandeira e do Procurador Renner, sabia de todas essas falcatruas. Perguntem para eles das investigações do MP de Contas sobre as roubalheiras do "consultor japonês" LAURO TACHIBANA (da H 9 Consultoria). Esse japonês montou uma firmeta de R$ 1.000,00 (Hum Mil Reais) e recebia por seus inestimáveis serviços mais de R$ 1.000.000,00 (Hum Milhão de Reais) por mês. Podem ter certeza senhores Bandeira e Renner. Agora, que a coisa ficou preta, vocês estão sentido uma coisa quente e grossa no ra... Vocês do Ministério Público Estadual que tem a competência para investigar os vivaldinos da FAURGS (Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Nunca investigaram esses malandros, que sempre ganham milionários contratos SEM LICITAÇÃO, por NOTÓRIO SABER em diversos órgãos públicos. Agora que a POLÍCIA FEDERAL e o Procurador do Ministério Público de Contas, GERALDO DA CAMINO descobriram essas conhecidas roubalheiras no BANRISUL, vocês do MP Estadual resolveram também investigar. Só que a investigação de vocês é uma farsa. Para o azar de vocês (do Ministério Público Estadual) a Polícia Federal entrou forte e firme no caso. Eles não vão fazer os TACs, que vocês tanto adoram fazer. Vocês (do Ministério Público Estadual) sempre souberam que as roubalheiras do DETRAN vinham desde o Governo BRITTO.


Desde que a paulista NEREIDE TOLENTINO (indicada pelo PMDB) assumiu à Presidência do DETRAN. Vocês (do Ministério Público Estadual ou Mistério Público Estadual) sabiam que a grande roubalheira no DETRAN começou no Governo RIGOTTO, o BOTOX. Nunca fizeram nada! Vocês (do Mistério Público Estadual do Rio Grande do Sul) gostam (adoram) investigar ladrões de galinha. São investigadores TICO-TICO VIRA BOSTA! Sempre estão (em grupelhos) na Assembléia Legislativa reivindicando AUMENTO SALÁRIAIS, CRIAÇÃO DE CCs (Cargos de Comissão) para colocar “amantes" e. "amigos Vocês (do Mistério Público Estadual gostam de usar o GUARDIÃO para pegar esquemas de toda a natureza dos "ilibados" deputados do Rio Grande do Sul) Assim é fácil! Tem eles nas mãos. Sabem dos esquemas do deputado ZACHIA, do deputado FREDERICO ANTUNES, do deputado ALEXANDRE POSTAL na Fundação BANRISUL e no DAER, do deputado GILBERTO CAPOANI com as empresas de vigilância que trabalham para o BANRISUL, do deputado ALCEU MOREIRA, que vocês do Ministério ou Mistério Público fizeram (com autorização judicial) "aquelas gravações" incriminatórias desse "parlamentar". Vocês sabem muito bem que o deputado ALCEU MOREIRA extorquia dinheiro da Empresa ROGLIO. Você (Procurador Bandeira) abafou o caso. Você (Bandeira) recebeu esse vigarista do deputado ALCEU MOREIRA na sua luxuosa casa na Zona Sul e deixou ele ser Presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, em troca de um aumento e outras vantagens para seus subordinados. . Assim é bem fácil. Vocês (do Ministério Público ou Mistério Público) também sabiam que os roubos no DETRAN eram 99% do Governo RIGOTTO, o BOTOX. O Paz e Amor. Vocês sabiam de tudo e deixaram estourar no Governo YEDA. Mesmo sabendo que tudo era fruto de uma parceria entre grupos políticos do PMDB e do PP. Esses dois
"partidos" montaram uma grande quadrilha dentro do DETRAN para abocanhar o dinheiro daquele departamento. Vocês são piores que a maioria dos presidiários do Presídio Central. Num país sério, vocês (Bandeira e Renner e seu grupelho) estariam presos. Mas, como é no Brasil vocês estão livres e faceiros... É por essas coisas que vocês (do Mistério ou Ministério Público) não querem serem fiscalizados. Quem fiscaliza vocês? O amigo de vocês: o Fernandinho Lemos recebia mensalmente uns RS$ 300.000,00 (Trezentos Mil Reais) desse esquema. Estou falando só do esquema do "consultor japonês" LAURO TACHIBANA e do esquema com a FAURGS. .Não estou nem falando nos esquemas do Marketing, que rendiam mais de R$ 400 mil reais mensais para o bolso do apadrinhado do SIIMON, o FRANCISCANO. Não estou falando dos esquemas na área de Informática, etc., etc. Os "rendimentos" mensais de toda essa roubalheira propiciava ganhos maiores do que o salário de 50 procuradores (só para o Fernandinho). E vocês sabiam de tudo...


Agora vou dar uma mensagem (informação) aos que não acreditam em outras investigações: "a POLÍCIA FEDERAL tem outras (investigações) em andamento..." Um passarinho me contou que a coisa vai chegar a vários figurões do PMDB. Um é deputado estadual que concorre à federal. Outro recentemente foi nomeado num cargo do Judiciário Militar. Outro... Tudo começou no Governo RIGOTTO, o BOTOX. Nessa época o PMDB do Simon, colocou na Presidência do BANRISUL o Senhor FERNANDO GUERREIRO DE LEMOS. Sobrinho de uma falecida irmã do Senador Simon (Alice). Hoje, Fernandinho ocupa o cargo de Juiz Militar (cargo vitalício). Pode? Depois falam do PMDB do Nordeste. O PMDB do Simon, o FRANCISCANO, não tem moral para falar de ninguém...



Fernandinho trouxe (a pedido do SIMON, o Franciscano) para chefiar seu gabinete o ex-deputado ROSPIDE NETO, um simonista de carteirinha. Conhecido pelo apelido de MALA PRETA. ROSPIDE NETO é o atual Tesoureiro do PMDB do RS.




A QUADRILHA DO BANRISUL ESTAVA SE FORMANDO:



O Departamento (hoje Superintendência) de Marketing do BANRISUL foi o primeiro dos alvos escolhidos pela quadrilha. Colocaram para “comandar" esse Departamento o funcionário de carreira CARLOS JULIO GARCIA MARTINEZ. conhecido dentro dos corredores do BANRISUL como VELUDO (traduzindo: Vaselina ou Sabonete). Como "prêmio" pelos suas roubalheiras, digo serviços, foi presenteado no final do Governo RIGOTTO com uma Diretoria do BANRISUL (ficou uns seis meses no cargo) e posteriormente foi indicado para ocupar a Diretoria de Administração e Finanças da CORSAN. Ficou nesse cargo por mais de três anos no Governo YEDA. Na cota do PMDB do Simon, o FRANCISCANO.



A quadrilha ficou completa com a entrada do peemedebista/lobista/empresário PAULO GERSON ANTUNES DE OLIVEIRA, o PG (irmão do DAVI ANTUNES DE OLIVEIRA, vulgo DAVI FRANKENSTEIN - preso pela Polícia Federal no dia 03.09.10 - Operação MERCARI). É bom informar que esse DAVI tem passagens pela Polícia por furto de automóveis e tráfico de drogas. DAVI ANTUNES DE OLIVEIRA "trabalhou” na Secretaria Estadual da Saúde (Governo Simon) e foi demitido por falcatruas no Departamento de Manutenção. Também está envolvido em fraudes em obras do PAC de Alvorada junto com um pessoal do PTB daquela cidade. Recentemente DAVI FRANKENSTEIN comprou um apartamento de luxo em Capão da Canoa. Custou R$ 800 mil.



PAULO GERSON ANTUNES DE OLIVEIRA FOI O PRINCIPAL MENTOR DAS ROUBALHEIRAS NO SETOR DE MARKETING DO BANRISUL.



PAULO GERSON ANTUNES DE OLIVEIRA, vulgo PG, foi durante décadas assessor (CC) da bancada do PMDB na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Sempre foi um dos homens de confiança do Senador SIMON, o FRANCISCANO. Foi Chefe de Imprensa da Assembléia. Também trabalhou na Secretaria Estadual da Fazenda (Governo Simon) com CEZAR SCHIRMER, quando este comandava aquela pasta. Lá PG era o porta-voz do SCHIRMER. Os antigos fiscais do ICM da época diziam que PAULO GERSON gostava de “conversar" com conhecidos empresários sonegadores. Gostava de intermediar parcelamentos ou perdão de dívidas com o fisco estadual.



PAULO GERSON ANTUNES DE OLIVEIRA, vulgo PG, aposentou-se como Marajá na Assembléia Legislativa. Sua aposentadoria foi obtida de forma fraudulenta. Falsificou documentos que comprovaram que ele "trabalhou” numa determinada empresa. Foram cinco ou seis anos... Falsificar é uma das grandes especialidades desse rapaz...



PAULO GERSON ANTUNES DE OLIVEIRA (já aposentado como Marajá na Assembléia Legislativa do RS) montou duas empresas: PG MÍDIA e a INSERT. Foram criadas com um único objetivo: Assaltar o BANRISUL. A Polícia Federal já sabe que no movimento do caixa dessas empresas só consta trabalhos "executados" para o BANRISUL...



A PB MÍDIA e a INSERT tinha um alvo: o MARKETING do BANRISUL. Locação das centenas de outdoors (aqueles que estão localizados nas imediações do Aeroporto Salgado Filho e na Estrada do Mar), painéis, stands, relógios eletrônicos, montagens de painéis de impressão digital, foram os serviços realizados pela empresa de PAULO GERSON ANTUNES DE OLVEIRA.



Só que PAULO GERSON ANTUNES DE OLIVEIRA precisava de um comparsa para montar (fraudar) essas licitações fraudulentas de carta marcada. Para obter cobertura ele "convidou" alguns parentes. Trouxe seu irmão DAVI ANTUNES DE OLIVEIRA, vulgo DAVI FRANKENSTEIN (preso pela Polícia Federal em 03.09.10 - Operação MERCARI) e sua irmã CARIME ANTUNES DE OLIVEIRA. DAVI e CARIME tinham algumas empresas que serviam para o esquema. A sociedade do trio metralha com altos dirigentes do BANRISUL começou a se formar.



A PB MÍDIA e as outras empresas da quadrilha tinham enormes facilidades na burocracia do BANRISUL. Em diversas oportunidades a PB MÍDIA recebia os pagamentos antecipados aos vencimentos da faturas. PAULO GERSON e DAVI entravam na hora que queria na sala do chefe de Marketing do BANRISUL. Não falavam nem com a secretária do Martinez. Eram os donos do pedaço...


A quadrilha aumenta para o quinto elemento: ALBERTO OLIVEIRA (na época Chefe da Casa Civil do Governo Rigotto, o BOTOX). Todos os processos (de interesse da PB MÍDIA e das outras empresas da quadrilha) que passavam pela Casa Civil, tinham imediata solução.



Entre 2004 e 2007, o faturamento mensal das empresas dos irmãos metralha ultrapassava a casa dos R$ 2.000.000,00 (Dois Milhões de Reais). Quando ocorria a preparação da EXPOINTER os valores iam para R$ 3.000.000,00 (Três Milhões de Reais). É bom lembrar que esses valores eram SEMPRE SUPERFATURADOS... Sobrava líquido para essa quadrilha no mínimo R$ 1.300.000,00 (Hum Milhão e Trezentos Mil Reais) por MÊS...



PAULO GERSON e DAVI FRANKENSTEIN diversificaram seus "negócios". Foram “donos" da GRID COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA. - Rua Souza Reis, 507 - Bairro São João - Porto Alegre. ROSPIDE NETO e FERNANDINHO LEMOS costumavam fazer visitas naquele local...



As empresas dos irmãos metralha também recebiam por serviços fantasmas que eram "prestados" ao Marketing do BANRISUL...



PAULO GERSON ANTUNES DE OLIVEIRA também atuou no "redesenhamento" da logomarca do BANRISUL. Uma das empresas que "trabalhou "no caso foi a PG, empresa de FRONTLIGHT. O Laranja do PAULO GERSON, digo dono da empresa (PAULO GARCIA) diz que PAULO GERSON "foi" sócio da "sua” empresa e que já saiu faz "muito tempo"...



Todos sabem dentro do BANRISUL que a agência DCS é a Agência de Comunicação preferida do FERNANDINHO LEMOS, do ZACHIA, do PAULO GERSON, do DAVI FRANKENSTEIN. Em seguida vem a SLM. Todos sabem que uma boa parte desse dinheiro pego pela Operação Mercari, tinha endereço: ia para a campanha do FOGAÇA e também do ZACHIA.



A distribuição do fruto da roubalheira era dividida em partes desiguais. A cabeça da organização criminosa (PAULO GERSON) retirava o pagamento em espécie na Agência do BANRISUL da Av. Borges de Medeiros.




Quem recebia:



FERNANDO GUERREIRO DE LEMOS (Presidente do BANRISUL). Ele ficava com a fatia maior. Ficava com 40% (Quarenta por Cento). Vamos fazer um cálculo por baixo: R$ 400.000,00 (Quatrocentos Mil Reais) por MÊS. Temos informações que os irmãos metralha (Paulo, Davi, Carine) foram os verdadeiros compradores do apartamento de luxo que Fernandinho mora no Bairro Bela Vista. Na época o imóvel custou R$ 800.000,00 (Oitocentos Mil Reais). Parece que está no nome de uma irmã do Fernando Lemos. Esse apartamento hoje custa em torno de R$ 1.200.000,00 (Hum Milhão e Duzentos Mil Reais). Este está riquíssimo. O dinheiro dele está num laranjal...



CARLOS JULIO GARCIA MARTINEZ, vulgo VELUDO. Era o Chefe do Departamento de Marketing (hoje Superintendência de Marketing). Ele ficava com 5% da roubalheira. Vamos fazer outro cálculo por baixo: uns R$ 60.000,00 (Sessenta Mil Reais). Os irmãos metralha também fizeram (pagaram) toda a reforma da sua cobertura e também pagaram a reforma do consultório dentário da sua esposa, que é dentista. Também compraram modernos, caros e completos equipamentos dentários para essa clínica. MARTINEZ também foi presenteado com um Veleiro, para navegar nas calmas águas do Rio Guaíba...


MARTINEZ é da copa e cozinha da casa do Senador SIMON, o FRANCISCANO... É bom que todos saibam de uma informação: CARLOS JULIO GARCIA MARTINEZ visitava mensalmente o Uruguai. Ficava sempre hospedado perto de um conhecido Banco do país vizinho...



ROSPIDE NETO, vulgo MALA PRETA. É (e sempre foi) um dos principais homens do Senador SIMON, o FRANCISCANO. O Sr. ROSPIDE era o homem da MALA PRETA. Gostava muito de frequentar (no final do mês, é claro) da sede da empresa EPAVI... Tinha forte atuação em todos os setores do Banco. Era o olheiro do Fernandinho Lemos dentro do BANRISUL. ROSPIDE também recebia desse esquema do Marketing. PAULO GERSON e DAVI FRANKENSTEIN pagavam semanalmente ROSPIDE. Recebia todos os finais de semana em torno de R$ 6.000,00 (Seis Mil Reais). É bom salientar que ROSPIDE também tinha (e ainda tem) "participação" em outras negociatas...

ALBERTO OLIVIEIRA (na época era o Chefe da Casa Civil do Governador RIGOTTO, o BOTOX). Esse goiano chegou ao Rio Grande do Sul com uma mão na frente e outra atrás. Foi morar em Flores da Cunha. Lá namorou a filha de um cacique do PMDB da cidade que era muito amigo do Senador SIMON. Foi Diretor da extinta CLAVESUL (Gov. Simon). Foi eleito Prefeito de Flores da Cunha pelo PMDB. Saiu da Prefeitura rico. É um próspero empresário do ramo imobiliário, de postos de gasolina, construções. O povo de Flores da Cunha conhece muito bem esse rapaz. Depois que saiu da Prefeitura tentou eleger-se Vereador. Foi mandado embora pelo Povo... Coordenaram (a parte financeira) da campanha do RIGOTTO Paz e Amor ao Governo do Rio Grande do Sul em 2001. RIGOTTO venceu. ALBERTO foi ocupar a Casa Civil. Elegeu-se deputado estadual. Sua campanha foi milionária. Comprou dezenas de vereadores. Tinha (e tem) muito dinheiro. O BANRISUL foi um das suas principais fontes de recursos.


Os irmãos metralha (Paulo, Davi, Carine) davam R$ 80.000,00 (Oitenta Mil Reais) por MÊS para ALBERTO OLIVEIRA...



Essas coisas aconteceram (e ainda acontece) por um único motivo: esses vigaristas tem o total e irrestrito apoio de um político farsante. Um político enganador. Ele engana o Rio Grande a mais de 50 anos. O nome dele: PEDRO JORGE SIMON, o FRANCISCANO. No seu Governo (86/90) ocorreu uma grande roubalheira no DAER. Foi na construção da Estrada do Mar. A obra foi superfaturada. Aconteceu uma CPI que comprovou detalhadamente o fato. O caso foi parar no Ministério Público Estadual. O que aconteceu? Bingo! O Ministério abafou o caso...



Em 2007 (com a derrota de RIGOTTO e a vitória da YEDA) a quadrilha tira a mesada do ALBERTO e passa para o deputado FERNANDO ZACHIA. Em 2007 ZACHIA assume a Casa Civil de YEDA. A mesada mensal de R$ 80.000,00 (Oitenta Mil Reais) agora é do ZACHIA.



Sai CARLOS JULIO GARCIA MARTINEZ, o VELUDO e entra WALNEY FEHLBERG na Superintendência de Marketing do BANRISUL. E a festa (roubalheira) continua como dantes...



Acho que nem vou falar que ZACHIA tem uma irmã que é Diretora da empresa de comunicação DCS... O nome da moça: LUCIA ZACHIA... Foi no Governo RIGOTTO, o BOTOX, que a DCS pegou o "filé mignon" do Marketing do BANRISUL. PODEM TER CERTEZA QUE QUALQUER SEMELHANÇA É MERA COINCIDÊNCIA...



Foi nessa época que RUBENS SALVADOR BORDINI (atual Vice-Presidente do BANRISUL e responsável pelo Marketing e pela Informática do BANRISUL) chamou para uma conversa PAULO GERSON e seu irmão DAVI FRANKENSTEIN Nessa conversa ficou acertado que os OUTDOORS (aqueles que estão estrategicamente colocados na Estrada do Mar e perto do Aeroporto Salgado Filho - são mais de 100 (cem) espalhados pelo Rio Grande do Sul) sairiam do "controle" dos metralhas. BORDINI colocou um laranja para comandar o esquema. Esse laranja alugou por menos de R$ 100 mil reais esses Outdoors Luminosos. Perguntem ao BORDINO quando o BANRISUL paga mensalmente por esses Outdoors... É a parte do esquema do BORDINI.



ZACHIA também entra nos esquemas da área de Informática do BANRISUL. ZACHIA tem seu operador nessa área. Ele tem nome, sobrenome e CPF: RONI MARQUES CORREA. RONI foi demitido do BANRISUL pelo Governo OLÍVIO (do PT). RONI era Diretor da BANRISUL PROCESSAMENTO DE DADOS no Governo BRITTO (cargo que foi extinto e incorporado ao Banco). O PT sabia das roubalheiras desse rapaz na época. Foi demitido junto com um grupo de comparsas. Com a vitória de RIGOTTO ele foi nomeado DIRETOR DE OPERAÇÕES DA PROCERGS (ficou os quatro anos do Governo Rigotto e em 2 anos do Governo Yeda). RONI é dirigente do PMDB de Porto Alegre. É o operador do ZACHIA dentro do BANRISUL e na PROCEMPA.



Atualmente o operador (Roni) do deputado ZACHIA na área da Informática, ocupa o cargo de Secretário Adjunto da Secretaria de Gestão e Acompanhamento Estratégico da Prefeitura de Porto Alegre.



Uma das especialidades de RONI MARQUES CORREA é colocar altos funcionários públicos na sua LOJA MAÇÔNICA (Guilherme, o Grande). Ele é o responsável pela iniciação desses novos membros da maçonaria. É a maneira (inteligente e astuta) que ele encontrou para manipular seus comandados...



No BANRISUL (na área de Informática) RONI conta com "colaboração" do seu comparsa RICARDO ERNESTO KELLER (Superintendente da Unidade de TI - Tecnologia da Informação) e de outros Gerentes. Os investimentos anuais do BANRISUL na área de Informática são milionários. Ultrapassam a casa dos R$ 300 milhões anuais. Todos foram colocados a dedo pelo RONI em 2002 e estão nos cargos até hoje. RONI sabem muito bem como cobrar sua gentileza política... Também colocou gente na PROCEMPA. Um dos Diretores (Diretoria Técnica) é ZILMINO TARATI (um dos que demito no Governo Olívio da extinta Banrisul Processamento de Dados). Alguns Gerentes da PROCEMPA também são indicações do RONI (via deputado ZACHIA).



O Consultor Japonês LAURO TACHIBANA ainda possui fortes aliados na Informática do BANRISUL. O Superintendente da Unidade de Desenvolvimento de Sistemas, o LUIZ FERNANDO MESQUITA é um dos protegidos do TACHIBANA.



A empresa CITALE (que representa (ou representava) os intere$$es da multinacional MODULO) ganhou (sem licitação) um extraordinário contrato dentro do BANRISUL. São programas de segurança de rede de informática. Quem trouxe (contratou) foi o Superintendente JORGE KRUG. O Sr.JORGE KRUG é amicíssimo do ex-presidente da PROCERGS, RONEI MARTINS FERRIGOLO (aquele que foi demitido da Presidência da PROCERGS e está sendo processado pelo Tribunal de Contas). Qual é o partido político do RONEI MARTINS FERRIGOLO? Bingo! PMDB.



Outra negociata que o Setor de Informática ainda quer realizar no atual Governo é a construção do novo DATACENTER do BANRISUL. Eles (BORDINI, RICARDO ERNESTO KELLER, etc.) querem construir esse empreendimento na Av. Teresópolis. Só que todos sabem que não é um local apropriado. O mercado sabe que aí existe um grande esquemão. Existem muitos intere$$es nessa construção. O caso já está sendo investigado por um órgão competente... Vai dar problema para esses rapazes da Informática...



TACHIBANA foi o responsável pela compra de um CALLCENTER no BANRISUL (no Governo RIGOTTO, o BOTOX). O CALLCENTER custou mais de R$ 8 milhões. Não teve nenhuma utilidade para o Banco. Quem lucrou foi a turma do TACHIBANA...



Quem também protegia os esquemas fraudulentos do RONI MARQUES CORREA dentro da Informática do BANRISUL é o ex-chefe de Gabinete do Governador Rigotto, o BOTOX. O nome dele é LUIZ CARLOS LEIVAS MELLO. A esposa do Melinho possui um cargo muito bom na PROCEMPA (não preciso dizer que foi o RONI que colocou né?). Ela recebe em torno de R$ 10 mil mensais. Eles possuem uma residência (perto da Praça da Encol) avaliada em R$ 1 milhão de reais RONI MARQUES CORREA também possui uma residência avaliada nesses valores. Eles são econômicos...



RUBENS SALVADOR BORDINI, atual Vice-Presidente do BANRISUL, cuja Diretoria comanda as áreas de Marketing e Informática do BANRISUL sabe de tudo. Tem um "acordo" com eles. É vinho da mesma pipa. BORDINI está rico. Está fazendo construções numa cidade turística da Serra Gaúcha... Também gosta de viajar para o Exterior...



Outro que "mama" nas generosas tetas do BANRISUL é o deputado ALEXANDRE POSTAL. O gringuinho está rico. O ex-Arena Jovem é muito esperto. Colocou no começo do Governo RIGOTTO seu arrecadador financeiro, seu tesoureiro, na poderosa FUNDAÇÃO BANRISUL. O nome da figura: SETEMBRINO PASQUALI. O Sr. PASQUALI foi (e é) o tesoureiro de todas as campanhas do POSTAL. A FUNDAÇÃO BANRISUL é uma forte fonte de financiamento das campanhas do gringuinho de Guaporé. Outra especialidade do deputado ALEXANDRE POSTAL é operar no DAER. Ele protegia os esquemas da ENGEBRAS (aquela dos Pardais Eletrônicos das Estradas do DAER. Serviços que rendiam mensalmente mais de RS 800 mil para os cofres da ENGEBRAS). Todos sabem que POSTAL recebia uma “beira" de no mínimo R$ 80 mil mensais da ENGEBRAS. O Ex-Secretário Estadual da Fazenda AOD CUNHA sabe disso. ALEXANDRE POSTAL exigia dele (AOD) urgência no pagamento das faturas mensais dessa empresa.



O deputado ALEXANDRE POSTAL também é muito zeloso com seus parentes. Colocou seu irmão FERNANDO POSTAL na Diretoria da BANRISUL CONSÓRCIOS. No Governo RIGOTTO o FERNANDO POSTAL foi Presidente da BANRISUL CONSÓRCIOS. No atual Governo é Diretor. FERNANDO POSTAL tem uma "forte" ligação com uma famosa corretora de seguros de São Paulo: FRAMAR CONSEGUROS CORRETORA. É um assíduo frequentador (mensal) do escritório dessa corretora. Vai na Av. Moacir, 1220 ou na Alameda Nhambiquara, 1770 - Conjunto; 111 - São Paulo - Capital. Quando vai lá volta sempre com um "envelope"...


Nem vou falar na ICATU SEGUROS e na SUL AMÉRICA SEGUROS, que prestam um serviço de segunda categoria dentro do BANRISUL. Só que até as paredes do Banco sabem que existe propinagem para a manutenção dessas empresas de seguro. Um dos Diretores do BANRISUL que protege com "unhas e dentes" os intere$$es da ICATU dentro das dependências do Banco é o Diretor Financeiro LUIZ GONZAGA VERAS MOTA. O Diretor GONZAGA é um dos homens de confiança do Fernandinho Lemos... Fernandinho costuma fazer encontros frequentes com GONZAGA... A propinagem mensal ultrapassa a casa dos R$ 200 mil... O Diretor Financeiro GONZAGA sobe nas paredes quando algum Diretor sugere a entrada de outras corretoras. Nós sabemos o motivo.



ALEXANDRE POSTAL possui um patrimônio contabilizado e um não contabilizado. Posso afirmar que o segundo é infinitamente maior que o primeiro... Sendo que o primeiro e de causar inveja em muita gente grande...



Também mama nas tetas do BANRISUL o ex-Diretor de Infraestrutura e Recursos Humanos do Banco GILBERTO CAPOANI. Ele se elegeu deputado estadual pelo PMDB. Sua campanha foi muito abastada. Tem uma forte “amizade" com o pessoal do Grupo EPAVI. Entenderam? Já existe uma forte investigação da Polícia Federal em andamento... EPAVI, UNISERV, MOBRA, MULTIÁGIL, JOB. Tudo faz parte de um grande e milionário esquema.



Perguntem ao deputado estadual FREDERICO ANTUNES do PP quem é JAIME CERBARO. O deputado FREDERICO é um daqueles parlamentares que frequentava com exagerada freqüência o apartamento do gatuno ANTONIO DORNEU MACIEL... Vou dar uma dica: JAIME CERBARO foi funcionário de carreira do BANRISUL. Comandou o Departamento de Compras do BANRISUL. Foi demitido. Foi reintegrado por esquemas políticos. CERBARO mora numa casa avaliada em mais de R$ 2.500.000,00 (Dois Milhões e Quinhentos Mil Reais). E não é de família rica e nem casou com uma. É bom lembrar que FREDERICO ANTUNES foi Diretor do BANRISUL no Governo BRITTO... Foi utilizando o poder do cargo de Diretor do BANRISUL que
galgou o cargo de deputado estadual pelo PP. O Sr. JAIME CERBARO "colaborou" intensamente...



JAIME CERBARO é o cara da Mala (mala do dinheiro) do deputado FREDERICO ANTUNES...



Felizmente, a POLÍCIA FEDERAL entrou no BANRISUL. Se essa investigação dependesse do Mistério Público, digo Ministério Público Estadual estou certo que fariam novamente um TAC (Termo de Ajuste de Conduta). Fazer TAC é uma das especialidades do Ministério Público Estadual, principalmente dos promotores e procuradores da turma do Bandeiro e do Renner. No Tribunal de Contas do Estado só podemos confiar no Dr. GERALDO DA CAMINO e no Conselheiro CEZAR MIOLA. O Tribunal de Contas do Estado bem que poderia ser chamado de Tribunal de Faz de Contas. Mas, felizmente esse Tribunal possui pessoas que não estão comprometidas com as roubalheiras do PMDB do Simon e do PP do Antonio Dorneu Maciel.


Como podemos confiar num Conselheiro que fez uma luxuosa residência na cidade turística de Canela só com o dinheiro das suas polpudas diárias. Estou falando no Conselheiro HÉLIO SAUL MILESKI... Como podemos confiar num Conselheiro que tem fortes ligações com um grande (e rico) advogado, especialista em defender PREFEITOS CORRUPTOS. Esse advogado recebe informações privilegiadas das auditorias realizadas pelos auditores do TCE de seus "clientes". Essas informações são repassadas por um Conselheiro. Com essas "informações” esse advogado tem enorme facilidade em executar seu trabalho de defesa, em prol dos seus contratantes. Quem é esse Conselheiro? Bingo! HÉLIO SAUL MILESKI.


Um Tribunal de Contas que teu um MARCO PEIXOTO, um JOÃO OSÓRIO (ex-dedo-duro do Regime Militar), um VICTOR FACCIONI. Que teve um JOÃO LUIZ VARGAS. É dose!



É cada vez mais claro que o ex-deputado e ex-Secretario da Fazenda do Governo BRITTO, CEZAR BUSATTO tinha falado a verdade, quando disse que o BANRISUL ERA UMA FONTE DE FINANCIAMENTO PARA PARTIDOS POLÍTICOS. O SIMON, o FRANCISCANO ficou indignado com as declarações (gravações) do BUSATTO e ameaçou PROCESSAR BUSATTO. SÓ FICOU NA AMEAÇA. PELO CONTRÁRIO, O PMDB do Simon, trouxe novamente BUSATTO para ocupar um importante cargo de primeiro escalão na Prefeitura de Porto Alegre.
Eles se entendem! Lobo não come Lobo! Se o BUSATTO contar o que sabe, vai faltar cadeia para altos figurões do PMDB do Simon.




Transcrição do Conteúdo da Fita Gravada Pelo Vice Governador Paulo Feijó e que Precipitou a crise no Governo Yeda Crusius.



Busatto - que possibilidade existiria de nós construirmos uma alternativa de entendimento, não no entendimento no sentido... Porque tem tanta coisa pendente porque tem um passivo que não resolve nunca mais, né, mas eu pergunto para evitar uma ruptura definitiva (...) se houvesse essa possibilidade que condições tu exigiria para isso?



Feijó - eu já disse desde o início não tem condição nenhuma eu só quero, como vice-governador, poder participar das decisões do governo, não quero cargo, não quero secretaria, então ah, eu demonstro que não tenho interesse, eu não tenho interesse por cargo por nomeação nem por secretaria nem por nada, mas eu quero participar, poder participar, eu não quero que as coisas sejam feitas de acordo com o que eu defendo, não, mas eu gostaria como vice-governador, sentar numa mesa e discutir como a gente discute, ah, tomar a decisão em conjunto? É essa decisão. Agora, eu quero entender o seguinte: por que encobrir o DETRAN, se sabia que antes de eu entrar na política nós já sabíamos que havia esse esquema no DETRAN, todo mundo sabia, era público, por que não querer mudar? Desde 2003 eu sei que existe uma quadrilha no Banrisul, por que não querer mudar?



Busatto – acaba tendo que fazer concessões importantes, aos partidos aliados, aos partidos grandes do Estado



Feijó - eu não tenho dúvida disso



Busatto - tanto o Banrisul quanto o DETRAN



Feijó - são os dois maiores, fora o PT



Busatto - tu concordas que são PMDB e PP, né?



Feijó - claro,



Busatto - então não podemos deixar eles fora. Não tenho dúvida de que o DETRAN é uma grande fonte de financiamento.



Feijó - do PP?



Busatto - isso não é verdade? E o Banrisul, nos últimos quatro anos, com certeza, eu até acho que de repente a governadora poderia até (ininteligível) pensado nisso, né, mas eu te digo uma coisa: os dois partidos (ininteligível) do Estado como é que isso ia ficar insustentável.



Feijó - hum, hum



Busatto - se tu tivesses sentado naquela cadeira e. Se eu não tiver 30 votos, 27 votos, 28 votos na Assembléia eu não governo, entende? É uma opção difícil.



Feijó - ok, politicamente, eu concordo, agora, não posso ser conivente com isso não numa questão política, mas numa questão de roubo, desvio, não pode, e ela está sendo. Por questões políticas? Não sei, por interesse financeiro? Não sei. Ou pelos dois juntos.



Busatto - Na época das obras... Fortunas, depois foi o Banrisul...



Feijó - Na CEEE



Busatto - Na CEEE, se tu vai ver...



Feijó – é onde rendia... É onde os grandes partidos estão... Não quero saber... É onde tem as possibilidades de financiamento, pode ter certeza de que há interesses poderosos controlando (ininteligível)...



Busatto - é uma coisa mais profunda que está em jogo... Eu não sei se em alguns lugares se superou isso, acho que sim, né? Países mais avançados... Mais maduras no norte da Europa, enfim tem lugares em que a atividade pública é mal remunerada.



Feijó - sim, por idealismo



Busatto - por idealismo, por voluntariado, as pessoas não deixam de trabalhar, tu é deputado, tu não deixa de ser advogado, tu vai. como advogado, tu dedica... Mas aí... Na Europa... Mas aqui nós estamos muito mal nisso...



Feijó - tá na hora de começar a mudar, em Busatto? Mas qual é tua proposição?



Busatto - não tem nada concreto. (ininteligível) ... A tua decisão, tu tens razões para isso, se pudéssemos encontrar um modus vivendi que nos permitisse tu não romper com tuas convicções... Para tu estar dizendo pra ti mesmo, pra tua consciência... Qual é o custo disso? Eu
não sei. De repente o Fernando faz um gesto concreto para ti, não quero pensar alto porque isso não tá no horizonte acho que tanto a ver uma coisa concreta que pudesse permitir ou outra coisa, quem sabe? ... (ininteligível)... Acho que eu estaria disposto a contar sei que a governadora é muito complicada, mas, se não for assim,... Agüenta esse sofrimento, se tu não vai abrir mão das tuas convicções... (ininteligível)... Tu tens informações... Ela vai pagar um preço alto por isso, talvez mais que ela merecesse se tu fores ver... Rigotto, Olívio, Britto... Cada um tem o seu jeito de financiar as coisas, então eu acho que... Então eu queria te consultar se tem um caminho que o governo... Eu gostaria de tentar... Não posso dizer assim, ah, não deu certo.



Feijó - eu sempre tive a disposição para contribuir. Agora estou extremamente incomodado com tudo isso, não é nada do que eu esperava dessa atividade política, to aberto aí para qualquer proposição ou uma demonstração efetiva de que é pra valer, não é pra fazer de conta.



Busatto - por exemplo, assim, uma coisa que me preocupa muito (ininteligível)



Feijó - sabe uma coisa? Eu sempre defendi a federalização e não a privatização do banco.



Busatto - ... A Nossa Caixa, o Serra tá vendendo a Nossa Caixa para o Banco do Brasil.



Feijó - eu sei, mas tu sabes que o Aod, agora em março, abril, teve aqui falando comigo e veio me perguntar: oh, Feijó hoje avaliando a questão do banco é insustentável em médio prazo, eu sou até favorável.



Busatto - desde 2002, quando termina as consignações é o que sustenta...


Feijó – (Aod) eu apoiaria um projeto desses. Eu sou favorável, tu apoiaria um projeto desses? E eu digo: eu sempre apoiei Aod. É porque eu estou convencido, me disse o Aod, eu só tenho uma coisa, eu e a governadora nos comprometemos a não fazer isso no nosso governo, então eu vou cumprir com o que eu defendi em campanha, eu me lembro que nós tivemos lá no PSDB, lá no comitê uma reunião com os diretores, com os gerentes de banco e nos comprometemos... Então como é que nós vamos defender o contrário? Aod: Ah, nos impostos nós já fizemos o contrário. Aí eu disse: então tá tri, tu levanta essa bandeira que eu não vou levantar. Agora eu concordo que o banco vender uma participação na Serasa e que isso que deu resultado pro teve, não é?



Busatto - Serasa do ...



Feijó - é a Serasa, o Banrisul tinha uma participação no Serasa, ele e outros bancos, me parecesse que foi bastante expressivo o valor apurado, foi, oh, Busatto tu tem muito mais experiência e visão do que eu.



Busatto –... é muito complexo de fazer, mas eu gostaria de encontrar formas, então de resolver, né, para que pudesse te dar conforto, criasse um modus vivendi porque eu acho uma loucura o que nós estamos fazendo, é sui generis essa situação fica insustentável ... Pode acabar numa puta crise.



Feijó - agora eu tenho a convicção se sair uma CPI do Banrisul seria muito bom para a sociedade, não tenho dúvida disso, politicamente não sei avaliar, agora, em termos de chegar à realidade do banco e ver efetivamente se nós, Rio Grande do Sul, precisamos estar pagando esse custo para manter um banco, afinal Santa Catarina não tem banco, Paraná não tem banco, São Paulo não tem Banco, Rio não tem banco, Bahia, nenhum estado representativo tem banco...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Desculpa para calar a opinião: RIGOTTO vs. JORNAL JÁ

Por Luiz Cláudio Cunha em 22/9/2010


http://www.observatoriodaimprensa.com.br/images/transp.gifOBSERVATÓRIO DA IMPRENSA


Eu não frequento clubes que me aceitem como sócio.

(Groucho Marx, 1890-1977, comediante, EUA)


O respeitado Clube de Editores e Jornalistas de Opinião do Rio Grande do Sul, que reúne duas dezenas dos mais importantes colunistas e blogueiros do Estado, tomou uma grave decisão na semana passada. Por escassa maioria, numa reunião virtual feita pela internet, o Clube de Opinião decidiu "não opinar" sobre o inclemente processo que a família do ex-governador gaúcho Germano Rigotto move contra um pequeno jornal de Porto Alegre, o .


A ação judicial, que completa dez anos, está matando financeiramente o jornal de cinco mil exemplares editado há 25 anos pelo jornalista Elmar Bones, que em agosto passado teve suas contas pessoais bloqueadas pelos advogados dos Rigotto. A valente opção não opinativa do Clube de Opinião teve uma bela desculpa: "evitar qualquer conotação política-eleitoral" antes do pleito de 3 de outubro, já que Germano Rigotto é candidato ao Senado pelo PMDB gaúcho. Num sereno, mas contundente editorial publicado no domingo (19) no site do jornal e reproduzido neste OI, Elmar Bones respondeu, batendo no osso da questão:


"Pode ser uma maneira cômoda de contornar uma situação espinhosa, mas essa interpretação não encontra base nos fatos e contraria a lógica da democracia. O processo eleitoral, que exige verdade e cobra opinião do eleitor, não pode ser usado como pretexto para a omissão, o silêncio e a desinformação".


Bones, que como Groucho não é sócio do clube, poderia usar o raciocínio que o comediante Marx usava para definir "inteligência militar": "Clube de Opinião sem opinião é uma contradição em termos". A infeliz decisão da entidade gaúcha carteliza e uniformiza, por baixo, o que deveria ser livre e múltiplo: o pensamento. É o fundo do poço de uma incômoda questão que constrange, envergonha e deprime a imprensa do Rio Grande do Sul, um celeiro de bravos profissionais que iluminaram o jornalismo brasileiro nos momentos mais duros de sua história, quando era necessária muita opinião, muita coragem, muita resistência. Elmar Bones é um sobrevivente daqueles tempos, quando então comandava o CooJornal, uma das legendas da valente imprensa nanica que afrontava os generais da ditadura de 1964.


A omissão

A candente questão que o clube gaúcho tangencia é que o não está sendo punido por sua opinião, mas pela embaraçosa informação que publicou em 2001: o envolvimento de Lindomar Rigotto numa licitação fraudulenta na CEEE, a estatal de energia elétrica. Enxertado na diretoria financeira pelo irmão Germano, então o poderoso líder do governo do PMDB na Assembléia Legislativa, o mano Lindomar fez uma mistureba financeira tão grande que acabou sendo o personagem central de um CPI que indiciou ele, outras onze pessoas e onze empresas. O cabeça da quadrilha, que montou a operação na CEEE, era o irmão menos famoso de Rigotto, segundo o relatório final da CPI: "De tudo o que se apurou, tem-se como comprovada a prática de corrupção passiva e enriquecimento ilícito de Lindomar Vargas Rigotto", escreveu corajosamente o relator e deputado Pepe Vargas (PT), apesar de ser primo de Lindomar e Germano.


Essa era a reportagem de capa que o publicou há dez anos, sob o título "Caso Rigotto – um golpe de US$ 65 milhões e duas mortes não esclarecidas". Não tinha nada de opinião. Era pura informação, matéria prima do bom jornalismo, baseado em peças do Ministério Público e nos autos da CPI, agregando detalhes sobre a vida turbulenta de Lindomar, que acabou assassinado por assaltantes de sua casa noturna, no litoral gaúcho, em 1999. A matéria do jornal arrebatou em 2001 os principais troféus de jornalismo do sul do país – o Esso Regional e o ARI, da Associação Riograndense de Imprensa. E acabou premiada, também, com o processo da família Rigotto.


O Clube de Opinião achou por bem não opinar nada sobre este vergonhoso, continuado ataque ao primado da liberdade de expressão no país. Se levassem a sério seu pretexto para este mutismo – "evitar qualquer conotação político-eleitoral" –, os bravos formadores de opinião do Rio Grande do Sul deveriam se esquivar de gastar tinta e tempo com assuntos constrangedores como a bolsa-família da ex-ministra Erenice Guerra, que empregou a parentada em órgãos públicos e tinha no coração do governo Lula um filho tão empreendedor quanto o irmão de Germano Rigotto. A intermediação de Israel Guerra, conforme a capa da revista Veja da semana passada, arrumou para um empresário aflito um contrato camarada de R$ 84 milhões nas entranhas dos Correios. A lambança de Lindomar Rigotto, segundo a manchete do , lesou os cofres públicos gaúchos, em valores corrigidos, numa soma dez vezes maior: R$ 840 milhões, a maior fraude da história do Rio Grande.


A contradição


Se tivesse o mesmo comportamento caridoso que hoje oferta ao candidato Germano Rigotto, que imagina preservar, o Clube de Opinião deveria se esquivar também de falar sobre os fatos constrangedores que já demitiram quatro funcionários da Casa Civil de Lula e provocam evidentes embaraços na candidata Dilma Rousseff. É um escândalo de forte conotação política, e supostamente eleitoral, tanto quanto a ação que garroteia o jornal de Elmar Bones.


Apesar dessa contradição, nenhum dos bravos sócios do clube deixa de bater na Erenice, criatura criada por Dilma, que agora diz não ter nada a ver com isso: "Eu não posso responder por ela", esquiva-se a petista. Aliás, a mesma desculpa de Rigotto, que alega não ter nada a ver com a perseguição ao : "Eu desconheço o processo contra o . Isso é coisa da minha mãe", fantasia Germano. Dona Julieta Rigotto tem 89 anos.


Um dos mais ferozes membros do Clube de Opinião gaúcho é Políbio Braga, dono do blog mais influente e acessado do sul do país, com quase 100 mil assinantes. Militante estudantil de esquerda no início dos anos 1960 em Santa Catarina, foi diretor da Folha Catarinense, do Partido Comunista, onde era apenas simpatizante, não filiado. Chegou a ser presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), na época em que José Serra presidia a União Nacional dos Estudantes (UNE). Depois do golpe de 1964 foi preso pela ditadura uma dúzia de vezes e, na mais longa delas, cumpriu seis meses de pena no antigo presídio do Ahú, um bairro de Curitiba.


No comando de seu blog, hoje, Políbio é contundente, bem informado e impiedoso, principalmente com tudo que acontece no turbulento entorno da Casa Civil e da candidata petista à presidência da República. Quando Veja explodiu nas bancas no sábado (11/9), Políbio festejou: "Estoura escândalo maior do que o Mensalão no Governo Lula", era a manchete do blog. Sobre o escândalo do irmão de Rigotto, matematicamente dez vezes maior do que o do filho de Erenice, quinze vezes mais estrondoso que a quadrilha dos 40 do mensalão chefiada por José Dirceu, Políbio não ousou escrever uma única linha, muito menos dar sua retumbante opinião. No fim de agosto, o Observatório da Imprensa abordou, pela segunda vez, a saga do e de Elmar Bones, num texto ("Como calar e intimidar a imprensa") que teve larga repercussão na internet – e nenhuma no ágil e abrangente blog de Políbio Braga.


O rabo


Autor desse texto, liguei várias vezes pedindo que Políbio abrisse espaço para o tema Rigotto vs. , confiando no belo lema que seu blog desfralda: "De rabo preso com a notícia". Cansado de minha cobrança, Políbio acabou admitindo:


"Sobre este caso, devo te dizer que adotei uma linha de ‘rabo preso’ com meus amigos, que não são muitos, mas que prezo demais. Um deles é o Rigotto. Ao longo dos últimos 10 anos, tenho conversado com ele a toda hora, temos almoçado juntos, ele é fonte que consulto a todo momento, vou votar nele e também toda a minha família e os amigos que têm razões para fazer isto".


Assim, descobri consternado que o Políbio eleitor prevaleceu sobre o Políbio jornalista e o seu festejado blog, além da notícia, tinha o rabo irremediavelmente preso a Germano Rigotto.


É justo esclarecer que Políbio Braga e seus colegas de clube não estão sozinhos neste vasto e silencioso constrangimento. Nenhum grande órgão da imprensa gaúcha se atreveu a mencionar o caso do e seus escandalosos antecedentes, de forte "conotação político-eleitoral" e um evidente poder letal sobre a boa imagem de Rigotto, que tem um chamativo coração vermelho como símbolo de sua campanha ao Senado.


Na RBS, a maior rede regional de comunicação da América Latina (Zero Hora, o maior do estado, e mais sete jornais, 21 emissoras de TV, 24 de rádio e sete portais de internet), o assunto passa batido pela pauta diária do conglomerado de mídia. Rigotto, sempre que pode, lembra aos amigos que tem uma relação especial de amizade com Nelson Sirotski, o diretor-presidente do grupo. O mesmo acontece no segundo maior grupo do estado, a Record, onde se destacam o Correio do Povo e a rádio Guaíba, hoje sob controle da Igreja Universal.


Na sexta-feira (10/9), aconteceu algo inesperado: o colunista do jornal e âncora da rádio Juremir Machado da Silva abriu corajosamente espaço no seu programa de uma hora, a partir das 13h, para ouvir Elmar Bones ao vivo no estúdio da rádio Guaíba. Juremir foi o primeiro nome importante do jornalismo sulista e a Guaíba o primeiro grande veículo da imprensa gaúcha que conseguiu quebrar o bloqueio de silêncio e abrir espaço para a saga do JÁ. Quando veio o primeiro intervalo do programa, um esbaforido executivo da área comercial irrompeu no estúdio para implorar ao entrevistador e a seu convidado: "Pelo amor de Deus, não misturem esta entrevista com a campanha eleitoral do Rigotto! O homem ‘é assim’ com o nosso presidente!".


O pastor Natal Furucho, o presidente da Record no sul do país, seria mais um chefão da mídia que "é assim" com Germano Rigotto, o que explicaria o estrondoso silêncio midiático que envolve suas desditas.


O sumiço


Na quinta-feira (9/9), um dia antes da inédita entrevista na Guaíba, a história do ressuscitou no jornal O Sul, de Porto Alegre. Não era nenhuma ousadia da casa, mas a nota de abertura da coluna de Cláudio Humberto, um profissional que Políbio Braga inveja como um "respeitado e bem informado jornalista" e que é reproduzido em outros 36 jornais do país, além d’O Sul. Furando toda a imprensa gaúcha, o colunista de Brasília informava: "Bomba política explode no colo de Rigotto". Era a notícia de que, após 15 anos sob um inacreditável "segredo de justiça", a juíza Fabiana Zilles, da 2ª Vara Cível da Fazenda Pública, em Porto Alegre, dera por "concluso" o caso da roubalheira da CEEE. Ou seja, falta agora apenas a sentença da juíza sobre a maior fraude gaúcha, que atinge diretamente o mano esperto que Germano Rigotto plantou na estatal.


A coluna de Cláudio Humberto é publicada simultaneamente nos três jornais do Grupo NH, que domina a rica região do Vale do Rio dos Sinos, em Novo Hamburgo, Canoas e São Leopoldo, no entorno da região metropolitana de Porto Alegre. Apesar disso, estranhamente, a nota daquele dia que brilhava n’O Sul desapareceu num passe de mágica dos jornais do NH. O dono do grupo é Mário Gusmão, um dos dois brasileiros que integra a Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da poderosa Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol). O outro brasileiro é Gustavo Ick, também do jornal NH do mágico Gusmão. A comissão da SIP, como o Clube de Opinião gaúcho, jamais opinou ou sequer colocou em pauta o caso do .


No dia seguinte, na mesma sexta-feira em que Elmar falava na Guaíba, o blog de Políbio Braga no mesmo O Sul replicava com uma manchete forte: "Jogo pesado mira candidatura de Rigotto". Citava a própria nota de véspera de Cláudio Humberto, que ele classificou como "oblíqua", e condenava o "saco de maldades" contra o PMDB supostamente aberto pelo "resgate do caso do jornal JÁ, acionado em juízo pela mãe de Rigotto, ofendida com reportagens sobre o filho morto, Lindomar". E mais não disse. Parecia uma mera travessura de um jornaleco irresponsável, enxovalhando a memória de um jovem desafortunado. Políbio esqueceu de fazer a conexão natural dos fatos que qualquer jornalista com o rabo preso com a notícia, só com a notícia, deveria fazer.


A resposta


O "resgate do caso do " foi engenho e bravura deste Observatório, o primeiro a contar os bastidores da ação dos Rigotto contra Elmar Bones (ver "O jornal que ousou contar a verdade", 24/11/2009, e "Como calar e intimidar a imprensa", 31/8/2010), assinados por este jornalista. O simples, inegável e transparente relato da saga do jornal e de seu editor, premiado pela reportagem e processado pela família do morto, virou "jogo sujo" na estranha interpretação do blogueiro Políbio Braga. Se não tivesse o rabo preso com o seu amigo Rigotto, ele poderia beber na fonte do límpido editorial que Elmar Bones publicou no site do jornal. Ali está claro que o caso do , engavetado desde julho de 2007, foi desarquivado em fevereiro de 2007 não pelo réu Elmar Bones, mas pelos advogados da própria família Rigotto. O saco de maldades, portanto, foi escancarado por quem, agora, teme sua repercussão político-eleitoral.


Definhando financeiramente, o teve em 2006 a altivez de recusar uma milionária oferta de um partido adversário do então governador Germano Rigotto, que se preparava para tentar a reeleição. A proposta era reimprimir 100 mil exemplares da edição maldita de 2001, contando os deslizes contábeis do irmão de Rigotto na CEEE, e espalhar a bomba pelo Rio Grande do Sul. A digna resposta de Elmar Bones, ao recusar a oferta, só cabe na cabeça de um jornalista que não tem rabo preso: "Nosso jornal não é instrumento político de ninguém", ensinou o editor do , encerrando a conversa.


Os artigos pioneiros do Observatório ecoaram fundo nas redações dos principais jornais gaúchos – Zero Hora, Correio do Povo, Jornal do Comércio, O Sul –, evidência de que os bons repórteres e editores do sul continuam atentos e inquietos, todos eles constrangidos com o silêncio que vem de cima. Em telefonemas e e-mails enviados diretamente a este jornalista, que assina aqueles e este texto, uns e outros se mostram solidários a Bones, conscientes do crime que se comete contra a liberdade de expressão e absolutamente impotentes para executar ou simplesmente sugerir esta pauta obrigatória. "Os textos do Observatório constituem uma paulada em nossas consciências amorfas", me disse um deles, em tom emocionado e sofrido. Apesar de ser de conhecimento público o nome da juíza, o endereço do tribunal e o número do processo do caso da CEEE, nenhum repórter teve a iniciativa de apurar esta história, como mandam as regras elementares do bom jornalismo, amarrado apenas pela busca da verdade e do interesse público.


A fresta


Apesar das dificuldades, aos poucos o espírito guerreiro de Elmar Bones se afirma e se impõe, furando a bolha de silêncio, como aconteceu com o pioneiro Juremir, na Guaíba. O Estado de S.Paulo publicou uma matéria (11/9), enquanto notas esclarecedoras brotam em blogs influentes e solidários, como os de Carlos Brickmann, Cláudio Humberto e Ricardo Noblat. Dias atrás, o blog Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, abriu espaço para um inédito pingue-pongue com Elmar Bones, de enorme repercussão na internet pela história que parecia novidade, mas que já tem dez anos de agonia e resistência. Inédito, no caso, era a disposição do repórter de ouvir o réu de uma das mais longas ações da justiça contra a liberdade de expressão.


Parece improvável que Germano Rigotto e seus amigos consigam estancar o vazamento crescente de uma epopéia que não pode ser silenciada, não deve ser escondida e não pode ser tolerada. A verdade flui sempre pelas frestas cada vez mais largas de um sistema multimídia que confronta a mentira e desafia o silêncio – e torna caricata a figura anacrônica do "jornalista com rabo preso". Na eleição de 2006, um pequeno instituto de pesquisas de Porto Alegre, o Methodus, desafiou o ridículo ao apostar na vitória do azarão Yeda Crusius contra os favoritos Germano Rigotto e Olívio Dutra. Deu no que deu.


Na semana passada, o Methodus publicou sua segunda pesquisa, encomendada pelo Correio do Povo para a corrida ao Senado no sul. Em relação ao levantamento do mês anterior, Ana Amélia Lemos (PP) subiu 12,4 pontos percentuais, chegando à liderança com 51,8%. Paulo Paim (PT) vinha em segundo, com 47,7%. Germano Rigotto (PMDB) caiu 6,8 pontos percentuais em relação à primeira pesquisa, ficando agora com 40,9%.


Pelo silêncio da grande mídia, não se sabe até que ponto a queda abrupta de Rigotto pode ser atribuída à verdade latejante do e ao potencial corrosivo do escândalo da CEEE.


O bravo Clube de Opinião também não opinou sobre esta possibilidade.



quinta-feira, 16 de setembro de 2010

RBS TINHA DEZ SENHAS DO GOVERNO YEDA PARA ESPIONAR DESAFETOS

silêncio na avenida ipiranga....

do Cloaca News de Cloaca News


Depois de admitir, por meio de nota publicada no tabloide venal Zero Hora, que o araponga lotado na Casa Militar do Palácio Piratini era informante do Grupo RBS (afiliado da Globo no RS e em SC), o império mafiomidiático gaúcho está às voltas com mais uma sarna: pelo menos dez senhas de acesso ao Sistema de Consultas Integradas da Secretaria de Segurança foram distribuídas pelo governo Yeda Crusius (PSDB) aos repórteres do conglomerado da Famiglia Sirotsky. A informação foi veiculada pelo Twitter do jornalista Vitor Vieira, profissional que passa longe de ser considerado um “petista”.

Com a revelação, a sociedade passa a conhecer melhor as outras fontes “jornalísticas” da corporação. Como se sabe, os veículos da RBS também costumam basear seus “furos de reportagem” em materiais apócrifos e anônimos encontrados nos latões de lixo dos estacionamentos de Porto Alegre.

Até o momento, a laboriosa colunista-abelha de ZH e o operoso comentarista-vendedor-de-salames da RBS não se manifestaram sobre a violação, pela empresa, de seu próprio Código de Ética.

Aguardam-se, para breve, as posições da ARI (Associação Rio-grandense de Impresa), da ANJ (Associação Nacional de Jornais), da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e do Sindicato dos Jornalistas.

domingo, 12 de setembro de 2010

UM PORTO... ALEGRE SÓ PARA OS RICOS


Tania Jamardo Faillace - jornalista de POA – Região 1


Durante o mandato de João Dib como interventor do regime militar em Porto Alegre, no início dos 80, ele fez algumas propostas chocantes para a então aguerrida população portoalegrense. Tratava-se da “modernização”do Centro de Porto Alegre. Nessa modernização, estavam incluídas:


1. Demolição da Usina do Gasômetro

2. Demolição do Cadeião (Casa de Correção)

3. Demolição do Mercado Público

4. Demolição do Paço dos Açorianos


No lugar do Mercado Público e do Paço Açorianos, seriam construídos enormes estacionamentos subterrâneos para carros de passeio. No lugar do Cadeião e da Usina do Gasômetro, um projeto para o turismo de alto luxo, com marina privada, hotéis de muitas estrelas, etc., etc.


Na época, a sociedade gaúcha agiu rápido. Tombou (preservou) legalmente os prédios ameaçados, mas não conseguiu impedir a demolição do Cadeião, antes de ser publicada a lei no Diário Oficial. Depois disso, o pessoal não mais se descuidou, e conseguiu proteger os outros prédios. Mas a idéia não morreu, apenas ficou em banho-maria.


O neoliberalismo dos governos Yeda, Fogaça e Fortunatti, abriu novamente a temporada de caça ao patrimônio cultural e à memória da cidade. Não se trata mais de um projetinho aqui e outro lá, mas de um plano geral para privatizar (e elitizar) toda a orla do Guaíba e outros espaços privilegiados, e, principalmente, para impedir que o cidadão comum, que não tem carrões e cartões milionários, possa desfrutar das coisas boas de sua cidade.


Diretrizes para a orla.


A Ponta do Gasômetro e o Parque Harmonia são dois sucessos de povo e público, apesar de algumas deficiências. São locais de lazer acessíveis a qualquer morador ou visitante de Porto Alegre, que podem passar seu domingo ou feriado respirando ar puro, admirando o pôr-do-sol, ou batendo bola com os amigos, com um mínimo de despesa ou despesa nenhuma, e sem impedimentos físicos. Totalmente democráticos, o Gasômetro e o Harmonia recebem quem quiser visitá-los, de A a Z, rico, remediado, pobre, morador de rua, artesão, pipoqueiro, malabarista, roqueiro, pintor, atleta, deficiente, velho, bebê, cachorro na trela... e até cabo eleitoral. Pois a prefeitura de Porto Alegre resolveu retomar o espírito da velha proposta do Dib. Por que tanta beleza e facilidade deveriam ficar à disposição dos portoalegrenses gratuitamente, sem obrigá-los a gastar e apresentar prova de fortuna e destaque social?


As novas diretrizes para a orla vão corrigir esse “defeito” no trecho Gasômetro/Internacional. Avenidas, passarelas, estacionamentos, torres de concreto sem nada a ver, cortes de árvores, mais pistas que avançam rio a dentro (com um estacionamento dentro do rio!) e restaurantes de luxo. Por outro lado, serão proibidas as barraquinhas e coisas de baixo preço. Em resumo, o cidadão comum deverá deixar a área livre para turistas com muitos dólares ou euros, e brasileiros abonados, que não gostam de cruzar com gente de crédito limitado, que não anda de carrão.


Cais Ma.


Cais são áreas para atracar navios. Nos cais, os navios embarcam e desembarcam mercadorias e passageiros – um transporte muito mais barato e eficiente que o rodoviário. Não são áreas próprias para o comércio varejista ou diversões. Pois bem, os amiguinhos do rodoviarismo e do pedágio, querem construir prédios de 100m de altura, shoppings, escritórios, etc., DENTRO DO CAIS.


Há dezenas de prédios desocupados no Centro, e mais de 30 shoppings na cidade, que serão duplicados nos próximos anos – mas a faixinha do cais encanta o governo Yeda, que quer mais edifícios, mais engarrafamentos e mais shoppings. Pergunto: que empreendedor será tão desmiolado para se estabelecer do outro lado do Trensurb e do dique da Mauá, enfrentar os congestionamentos da Conceição, da Castelo Branco e da Rodoviária, e rodar de 3 a 6 km (ida e volta) para alcançar o portão central, e dali, seu prédio?


Aliás, o governo federal está processando o governo estadual que fez um edital de licitação para as obras, sem ter poder para isso: o porto é federal e não estadual.


A morte anunciada do Brique da Redenção e do Parque


Também o Parque Farroupilha, que se salvou de perder pedaços para o túnel da Conceição, quando o governo Villela quis cortá-lo ao meio e demolir vários prédios históricos da Universidade Federal, está ameaçado e na mira do canhão!


Novidades: 1) estacionamentos no Parque Farroupilha, e 2) destruição do Brique da Redenção para aumentar o Hospital Pronto Socorro, que está pequeno demais para as necessidades.


Achamos o contrário: o Hospital de Pronto Socorro deve ter extensões nos vários bairros, ao invés de ficar concentrado num local só, com todos aqueles problemas de circulação e acesso que se sabe.


Nós, portoalegrenses, usuários da Saúde Pública queremos várias unidades públicas de atendimento de emergência, não uma única, gigantesca, que comerá um bairro inteiro, e destruirá um dos locais mais tradicionais do domingo na cidade.


Não bastou entregarem o Auditório Araújo Viana para uma empresa promocional? Nos anos 50 e 60, ele era de uso público, realizando shows e eventos com entrada liberada.


Gente! vamos permitir que os portoalegrenses sejam segregados e expulsos por faixa de renda? que os bons lugares da cidade sejam reservados apenas para os privilegiados econômicos? Mas não é só.


Condomínios e loteamentos


Vejamos: dona Yeda quer que uma vasta área pública no bairro Humaitá, - que PRECISA de um pulmão verde, por ser o bairro mais poluído da cidade, – seja ocupada por uma porção de prédios de luxo, a serem construídos pela baiana OAS, sob a desculpa de também construir um estádio que levará o nome do Grêmio. Na verdade, o Grêmio não será dono dele nem da área do Olímpico, que será cedida – de graça – à construtora OAS.


Como sabemos, quando os prédios de luxo chegam, os moradores que não são de luxo vão embora, expulsos pela pressão imobiliária.


Sem falar que a regularização fundiária feita pela prefeitura autoriza até lotes de 20 metros quadrados – um tico de terreno de 4 por 5metros. Quem não gostar, pode pegar um bônus financeiro desde que vá morar fora de Porto Alegre. Há, pois, privilegiados e não privilegiados.


Privilegiados e Não Privilegiados


Esses privilegiados são tão privilegiados que não precisam cumprir as regras dos loteamentos. No Beco do Salso, a construtora Rossi está fazendo um condomínio de luxo, o Toscana, para mais de mil pessoas, sem tratar seus esgotos – tudo irá diretamente para o arroio Dilúvio, a menos que o DMAE resolva favorecer a empresa paulista, com o dinheiro dos contribuintes portoalegrenses.


Já os não privilegiados são os comerciantes pobres do Viaduto Otávio Rocha, por exemplo, que a Secretaria de Indústria e Comércio quer despejar para entregar o Viaduto a um empreendedor rico.


Nas reuniões dos forum de planejamento da cidade são conhecidos e discutidos todos esses assuntos. Aproxime-se você também de sua associação, de seu forum, para discutir e reivindicar, e, mais do que tudo, planejar pessoalmente sua região, seu bairro, sua rua, sua vida! (TJF - Região 1)


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A lama é tanta no Palácio Piratiní que a bandeira se revirou

Foto: Vagner
clique na imagem para ampliá-la


Por, Raoul José Pinto


"A bandeira não está virada, só o mastro!" (Bacudo)
)

O interior das instalações do Palácio Piratini onde abriga a alucinada governadora Yeda Crusius está tão perturbado e banhado na lama da corrupção que até a bandeira da oligarquia gaúcha se revirou-ficou de ponta cabeça na fachada opulenta do prédio de estilo neoclássico, símbolo da arrogância guasca, com seu pé direito só inferior ao do palácio de outro mandatário, também lunático, chefe do terceiro reich, Sr. Adolf Hitler.

Ontem, nove de setembro, por volta das 22h flagramos. Ao atravessarmos a Praça da Matriz, o amigo que me acompanhava chamou a minha atenção para algo estranho na bandeira do Estado do Rio Grande do Sul hasteada no Palácio Piratini, observei: - mas a bandeira esta de cabeça para baixo! Meu amigo foi em casa pegar a máquina fotográfica. Vejam que maravilha! Representa bem o estado de espírito do governo do Estado.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

JORNAL JÁ



Caras e caros,

o momento é de extrema gravidade na história do Jornal JÁ, um ícone do jornalismo independente. Uma ação movida pela família Rigotto, que se arrasta por 10 anos, pode falir o JÁ e o jornalista Elmar Bones.

Não podemos assistir a essa truculência de braços cruzados.

Precisamos agir. Por isso estamos convocando todas e todos interessados/que se importam com a sobrevivência e a dignidade do Jornal JÁ, que faz parte da nossa história de lutas por liberdades, para um encontro de formação do COMITÊ RESISTÊNCIA JÁ.

Precisamos da criatividade, inteligência, boa vontade, sentimento de justiça, indignação e um pouquinho de tempo de cada um e de cada uma para traçarmos estratégias que livrem o Jornal JÁ das garras da família Rigotto!!!!

LEIAM ENTREVISTA DO ELMAR NO BLOG do Paulo Henrique Amorim - www.conversaafiada.com.br/

Vamos pensar juntos!!

Aguardamos vocês na ARI,


DIA 11 DE SETEMBRO, SÁBADO,
10 HORAS
AUDITÓRIO DA ARI ( Associação Riograndense de Imprensa)
Av. Borges de Medeiros, 915